Paulo Cappelli

CPMI do INSS: Zema tenta barrar quebra de sigilos e convocação

Defesa afirma que eventuais esclarecimentos devem ser prestados pelos atuais diretores da empresa Zema Crédito, e não pelo governador

atualizado

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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES
romeu zema
1 de 1 romeu zema - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES

Governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) apresentou à CPMI do INSS uma manifestação pedindo a rejeição dos requerimentos do deputado federal Rogério Correia (PT), que solicitam a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresa Zema Crédito, Financiamento e Investimento — ligada à família do político — e a convocação do governador para depor. O documento foi encaminhado ao presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos).

Correia apresentou dois requerimentos que pedem a elaboração de relatórios detalhados sobre movimentações financeiras da Zema Crédito e a quebra de sigilo da empresa, no período de 1º de janeiro de 2015 a 25 de novembro de 2025, além da convocação de Romeu Zema para explicar a atuação da instituição na oferta de crédito consignado a aposentados e pensionistas do INSS.

Na manifestação apresentada à comissão, a defesa de Zema sustenta que os pedidos têm motivação político-eleitoral e afirma que o governador não integra a administração da empresa desde 22 de outubro de 2018. Segundo os advogados, nessa data ele se afastou formalmente da companhia, conforme registro de ata de assembleia geral extraordinária arquivada na Junta Comercial de Minas Gerais.

A defesa acrescenta que, desde 1º de janeiro de 2019, Zema exerce exclusivamente o cargo de governador e, por isso, não detém informações operacionais sobre a atuação da instituição financeira no período investigado. Os advogados afirmam ainda que, durante todo o intervalo contemplado pelo pedido de quebra de sigilo, a empresa esteve sob a gestão de diretores estatutários sem vínculo familiar com o chefe do Executivo mineiro.

A petição também informa que a atual estrutura administrativa da Zema Crédito foi definida em assembleia realizada em 24 de agosto de 2024. Na ocasião, foi eleita uma diretoria composta por diretor-presidente, diretor administrativo-financeiro e diretor de risco e compliance, com mandato até setembro de 2027, conforme registros na Junta Comercial e documentos do Banco Central.

Diante desses argumentos, a defesa sustenta que eventuais esclarecimentos devem ser solicitados aos atuais diretores da empresa, e não ao governador. Ao final, pede formalmente que a convocação de Romeu Zema seja indeferida pela CPMI do INSS.

A CPMI do INSS pautou para esta quinta-feira (4/12) a análise da convocação de Zema e a quebra dos sigilos financeiro e bancário da Zema Crédito.

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