Zema defende presídio na Amazônia para faccionados do PCC e CV
Zema propõe convênio com El Salvador para enviar faccionados ao Cecot ou criar “Cecot brasileiro” isolado na Amazônia

Pré-candidato à Presidência da República em 2026, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou à coluna nesta quarta-feira (12/11) que defende a transferência de integrantes do PCC e do Comando Vermelho (CV) para o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), em El Salvador. E, como alternativa, propôs a criação de um presídio semelhante no Brasil, em área remota na Amazônia.
“Se não for possível isso [transferir faccionados do PCC e CV para El Salvador], acho que nós tínhamos, pelo menos, de construir um Cecot no meio da Floresta Amazônica, num lugar bem isolado, e falar: ‘Terrorista, membro de organização criminosa, vai ficar aqui agora nesse Cecot brasileiro, sem acesso a nada, totalmente isolado’”, disse o governador.
Zema descreveu como projeta a estrutura do presídio idealizado. “[Seria] isolado, somente com uma pista de pouso e fortemente armado para qualquer outra aeronave que não autorizada que chegasse ali não ter condição de descer, esse acesso somente aéreo, e segurança máxima. E quem tentasse fugir, com certeza, não iria sobreviver na floresta. Vamos dizer que seria uma Alcatraz da selva, e não do mar.”
O pré-candidato ao Planalto também detalhou a possibilidade de firmar um convênio internacional com El Salvador. “Nós poderíamos fazer um convênio internacional com El Salvador. Mandar aqui os faccionados para o Cecot, em El Salvador. Já pensou que beleza: nem no Brasil esses criminosos ficarem, serem transferidos para um presídio de segurança máxima num país que está bem distante, em que nem sinal de celular eles teriam?”

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O Cecot é uma prisão de segurança máxima inaugurada pelo governo de El Salvador em 2023. O presídio foi projetado para abrigar integrantes de gangues e tem capacidade para dezenas de milhares de detentos sob regime de vigilância intensiva.
Zema visitou El Salvador em maio deste ano e disse ter aprovado as políticas de segurança pública implementadas pelo presidente do país, Nayib Bukele, considerado linha-dura no combate ao narcotráfico, mas também acusado de uma série de violações por grupos ligados aos direitos humanos.













