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Paulo Cappelli

Zema: “Crime organizado está entranhado na máquina pública”

Governador defendeu enquadrar facções como terroristas e disse que o Brasil precisa de cooperação internacional para combatê-las

12/11/2025 10:10, atualizado 12/11/2025 13:39
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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES
romeu zema

Governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) afirmou em entrevista à coluna nesta quarta-feira (12/11) que o crime organizado “está muito entranhado dentro da máquina pública” e disse acreditar que há candidatos financiados por facções criminosas, sem apresentar provas.

Segundo Zema, a resistência de setores do governo federal em discutir o enquadramento de facções como grupos terroristas estaria relacionada a esse tipo de influência.

“Hoje sabemos que tem candidatos que são financiados pelo crime organizado via caixa dois”, afirmou o governador. “Como eles temem cooperação internacional que pode aflorar muita coisa, inclusive com relação a pessoas da esquerda, que podem muitas vezes estar participando, se beneficiando… eu não saberia dizer nomes, mas fica muito claro que eles acobertam porque, de certa maneira, tiram proveito.”

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Zema também defendeu que as facções sejam enquadradas como organizações terroristas e elogiou a escolha do deputado Guilherme Derrite (PP) como relator do PL Antifacção.

“Eu, como governador de Minas, gostaria que as organizações [criminosas] fossem enquadradas como terroristas. Acho que o Brasil precisa, inclusive, de cooperação internacional para combater. Esse pessoal [os criminosos] tem tentáculos em diversos países e, como você tem essa caracterização de grupo terrorista, você consegue essa cooperação para combatê-los mais eficientemente”, disse.

Questionado sobre o temor do governo brasileiro de uma possível intervenção estrangeira caso o país adote esse enquadramento, Zema classificou a hipótese como “extremamente pouco provável”. Segundo ele, “o governo quer, no seu entender, é eliminar qualquer agravamento de pena, não fazer nada em relação ao crime”.