
Paulo CappelliColunas

Aliados tratam cassação de Cláudio Castro no TSE como “inevitável”
Aliados dizem que não há acordo para absolver Cláudio Castro no TSE e preveem ineligibilidade, afetando coligação de Flávio Bolsonaro
atualizado
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Aliados de Cláudio Castro (PL) veem como inevitável a cassação, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no processo que apura abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, com consequente inelegibilidade.
Aliados do governador com trânsito em Cortes superiores afirmaram à coluna, reservadamente, que não houve acordo para absolvê-lo e que o cenário projetado é de condenação. Segundo esses interlocutores, a saída do cargo não altera o curso do processo nem afasta a aplicação das sanções eleitorais.
Nos bastidores, o caso é tratado como semelhante ao de Fernando Collor, que sofreu impeachment em 1992 e renunciou antes da conclusão do processo, que ainda assim teve prosseguimento. Na avaliação desses interlocutores, apesar de ter renunciado ao Governo do Rio, o processo contra Castro deve seguir no TSE e torná-lo inelegível, impedindo sua pré-candidatura ao Senado pelo estado, com apoio de Flávio Bolsonaro (PL).
A ação contra Castro tem como eixo suspeitas relacionadas à Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj), com indícios de uso eleitoral da estrutura administrativa.
Castro já tem placar desfavorável
De acordo com a acusação, os vínculos teriam servido para mobilização de apoio político durante a campanha.
A ação é relatada na Corte eleitoral pela ministra Isabel Gallotti, que já votou pela cassação e inelegibilidade. Com placar de 2 a 0, o julgamento foi suspenso após pedido de vista e será retomado nesta terça-feira (24), às 19h, por convocação da presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia.