
Paulo CappelliColunas

TCU rejeita ação de Flávio para suspender empréstimo de R$ 20 bilhões
Em representação ao TCU, Flávio Bolsonaro apontou suspeitas de irregularidades e prejuízos bilionários recorrentes na estatal
atualizado
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O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu não acatar o pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL) para suspender a negociação de um empréstimo de até R$ 20 bilhões destinado à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.
A decisão foi tomada por unanimidade pelo plenário da Corte. Nas considerações que embasaram o julgamento, o tribunal destacou que “ainda não há ato administrativo formalizado sobre o assunto que configure objeto concreto de apreciação por parte do Tribunal em sede de atuação cautelar”.
A Corte considerou ainda que o empréstimo já está sendo monitorado. “O acompanhamento da situação e de eventuais operações de crédito com garantia da União está sendo realizado no âmbito do TC Processo 021.622/2025-6, que subsidiará a análise das contas”, informou o órgão.
Flávio Bolsonaro pediu a abertura de investigação sobre a operação de crédito, além de questionar os motivos que levaram a estatal a registrar prejuízos que, segundo ele, somam R$ 7 bilhões entre 2024 e 2025.
“Prejuízo acumulado”
De acordo com a representação, “atos praticados por agentes vinculados ao Ministério da Fazenda, ao Tesouro Nacional, à Casa Civil da Presidência da República e à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) indicam a possível ocorrência de irregularidades graves e/ou ilegalidades relacionadas à operação de crédito em fase de negociação, estimada em até R$ 20 bilhões”.
No documento, o senador também atribui ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a “grave deterioração financeira e administrativa” dos Correios. “Em apenas dois anos, os sinais de colapso se intensificaram: o prejuízo acumulado da estatal em 2024 foi de R$ 2,6 bilhões. Já em 2025, somente no primeiro semestre, a empresa reportou um déficit alarmante de R$ 4,4 bilhões, superando todo o prejuízo do ano anterior”, argumentou.







