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Mirelle Pinheiro

Vereador suspeito de rachadinha é filmado recebendo dinheiro: “É meu”.

Vídeo obtido pela coluna mostra Lórens Nogueira contando R$ 5,6 mil entregues por funcionária

27/05/2026 16:25, atualizado 27/05/2026 16:43
Material cedido ao Metrópoles
Vereador suspeito de rachadinha é filmado recebendo dinheiro: “É meu”

O vereador de Curitiba (PR) Lórens Nogueira (PP) (foto em destaque), suspeito de envolvimento em um esquema de rachadinha, foi filmado recebendo R$ 5,6 mil em espécie de uma funcionária. Em um vídeo obtido pela coluna, o parlamentar aparece contando as notas e afirmando: “Esse é meu”.

Nogueira é alvo de investigação conduzida pelo Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MPPR), que deflagrou nessa terça-feira (26/5) a Operação Déjà-vu. A ação apura a possível prática dos crimes de rachadinha e peculato por parte do vereador da capital paranaense.

Na gravação, feita com a autorização da Justiça, a pedido do MP, a funcionária entrega o montante em espécie ao político, que confere o dinheiro, separa parte das notas para si e dispara: “Esse é meu!”.

De acordo com o Ministério Público, a apuração que mira o vereador identificou repasses de valores ao vereador compatíveis com a prática conhecida como “rachadinha” — esquema ilegal em que servidores ou assessores devolvem parte dos salários a parlamentares ou chefes de gabinete.

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As investigações apontam que o dinheiro entregue no vídeo era parte do salário de abril da funcionária que o gravava. A servidora foi nomeada por Nogueira e devolvia a ele uma quantia todos os meses para permanecer no cargo.

Na operação, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, incluindo dependências da Câmara Municipal de Curitiba. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara de Garantias da Comarca.

Durante o cumprimento das medidas, os investigadores apreenderam duas malas com grandes quantias em dinheiro, além de equipamentos eletrônicos e documentos que serão periciados.

O nome da operação, Déjà-vu, faz referência às recorrentes investigações envolvendo esse tipo de prática criminosa no meio político.