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Mirelle Pinheiro

Procurado pela Interpol: os detalhes da fuga de Magro após ação da PF

Dono da Refit investigado na Operação Sem Refino, deflagrada no dia 15 de maio, fugiu do Brasil

27/05/2026 14:26, atualizado 27/05/2026 20:36
Divulgação
Procurado pela Interpol: os detalhes da fuga de Magro após ação da PF

A coluna apurou detalhes da fuga do empresário Ricardo Magro (foto em destaque), dono do Grupo Refit. Após a deflagração da Operação Sem Refino, da Polícia Federal (PF), ele teria deixado o Rio de Janeiro com destino à Europa.

Magro entrou no Espaço Schengen — área composta por 29 países europeus — e, desde então, passou a ser procurado internacionalmente após ter o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol.

Há ainda suspeitas de que ele tenha ingressado por Portugal ou Espanha

A inclusão ocorreu após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que também autorizou mandado de prisão contra o empresário. Com o alerta internacional ativo, a PF acionou canais de cooperação policial para tentar localizar o paradeiro de Magro na Europa.

Operação

A Operação Sem Refino, deflagrada na última sexta-feira (15/5), investiga um suposto esquema bilionário de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes envolvendo o grupo empresarial ligado à antiga Refinaria de Manguinhos.

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A ação teve autorização do STF e resultou em 17 mandados de busca e apreensão, sete afastamentos de função pública e no bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros.

Entre os alvos da ofensiva da PF está o desembargador Guaraci de Campos Vianna, integrante da 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) também foi alvo de buscas em sua residência na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

Em nota à coluna, a defesa de Ricardo Magro esclarece que o empresário não fugiu do Brasil em janeiro, conforme diz a reportagem. Pois desde 2018, quando se mudou para os Estados Unidos, não voltou ao país. Portanto, é incorreta a informação de que ele teria deixado o Rio de Janeiro com destino à Europa após a Operação Sem Refino.

“Com relação à Operação Sem Refino, a Refit, antiga refinaria de Manguinhos, não pratica lavagem de dinheiro. A empresa declara suas receitas formalmente por meio de emissões regulares de notas fiscais. A cobrança de supostos débitos tributários são questionados pela companhia judicialmente, como fazem inúmeras empresas que divergem de uma cobrança tributária, incluindo a própria Petrobras, maior devedora do Estado do Rio de Janeiro.”