
Mirelle PinheiroColunas

Procurado pela Interpol: os detalhes da fuga de Magro após ação da PF
Dono da Refit investigado na Operação Sem Refino, deflagrada no dia 15 de maio, fugiu do Brasil
atualizado
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A coluna apurou detalhes da fuga do empresário Ricardo Magro (foto em destaque), dono do Grupo Refit. Após a deflagração da Operação Sem Refino, da Polícia Federal (PF), ele teria deixado o Rio de Janeiro com destino à Europa.
Magro entrou no Espaço Schengen — área composta por 29 países europeus — e, desde então, passou a ser procurado internacionalmente após ter o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol.
Há ainda suspeitas de que ele tenha ingressado por Portugal ou Espanha
A inclusão ocorreu após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que também autorizou mandado de prisão contra o empresário. Com o alerta internacional ativo, a PF acionou canais de cooperação policial para tentar localizar o paradeiro de Magro na Europa.
Operação
A Operação Sem Refino, deflagrada na última sexta-feira (15/5), investiga um suposto esquema bilionário de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes envolvendo o grupo empresarial ligado à antiga Refinaria de Manguinhos.
A ação teve autorização do STF e resultou em 17 mandados de busca e apreensão, sete afastamentos de função pública e no bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros.
Entre os alvos da ofensiva da PF está o desembargador Guaraci de Campos Vianna, integrante da 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) também foi alvo de buscas em sua residência na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.