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Mirelle Pinheiro

Entenda negociação que resultou no fracasso da delação de Vorcaro

Enquanto negociações com Vorcaro fracassaram, a PF mantém aberta a possibilidade de colaboração premiada do ex-presidente do BRB

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Daniel Vorcaro, do Banco Master -- Metrópoles

A rejeição, por parte da Polícia Federal (PF), à proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro (foto em destaque) teve como motivo — além da omissão de informações consideradas importantes, da suposta proteção a aliados e da falta de provas inéditas — a oferta abaixo do esperado para devolução do montante investigado.

Os investigadores da PF exigiam a devolução de cerca de R$ 60 bilhões para validar a delação de Vorcaro. No entanto, o investigado teria proposto o pagamento de R$ 40 bilhões.

Diante da resistência da PF, Vorcaro tentou recuar e reabrir as negociações, mas a proposta acabou rejeitada pela corporação. Apesar disso, o banqueiro segue tentando negociar um acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Delação de ex-presidente do BRB

Por outro lado, a Polícia Federal mantém aberta a possibilidade de um acordo de delação premiada com Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), preso preventivamente desde abril deste ano no âmbito da Operação Compliance Zero.

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Segundo apurou a coluna nesta quarta-feira (27/5), a PF não “fechou as portas” para uma eventual colaboração de Paulo Henrique.

Entre os pontos discutidos estariam a devolução de valores relacionados às supostas fraudes investigadas no BRB e informações sobre o chamado “caminho do dinheiro”, considerado um dos principais requisitos para o avanço das negociações.

Apesar disso, o acordo só poderá ser formalizado caso a delação apresente fatos inéditos, relevantes e passíveis de comprovação.