Mirelle Pinheiro

Vereador fala em “punhetagem” ao criticar emendas federais. Veja vídeo

Rafael Ranali defendia divisão tripartite dos impostos e pediu desculpas após usar termo durante discurso na Câmara Municipal

atualizado

metropoles.com

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Reprodução/Youtube (TV Câmara de Cuiabá)
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1 de 1 captura-de-tela-2026-05-19-190955_3x2 - Foto: Reprodução/Youtube (TV Câmara de Cuiabá)

Durante sessão da Câmara Municipal de Cuiabá (MT), realizada na quinta-feira (14/5), o vereador Rafael Ranali (PL) utilizou o termo “punhetagem” ao criticar o sistema de emendas parlamentares federais. A declaração ocorreu enquanto o parlamentar defendia uma reformulação na divisão da arrecadação de impostos entre municípios, estados e União.

No discurso, Ranali afirmou que o atual modelo faz com que municípios dependam de negociações políticas para receber recursos federais. Segundo ele, os impostos deveriam ser divididos diretamente na fonte.

“Um dia a gente vai ter que analisar a questão da tripartite dos impostos, o do município ficar no município, o do estado no estado e o da federação na federação”, afirmou.

Na sequência, o vereador criticou o modelo de emendas parlamentares e disse que deputados federais sobrevivem politicamente dessas negociações.

“Você tem que tripartir o imposto já na fonte para parar com o lobby das emendas federais. A emenda não tem que ficar à mercê de negociação de deputado federal, que é disso que eles vivem e sobrevivem. No dia que esse imposto já tiver dividido e indicado para sua cidade, seu estado e a União você para com essa punhetagem que é as emendas federais, de lobby de deputado federal, e o serviço vai chegar na ponta”, declarou.

Após a fala, Ranali pediu desculpas pelo termo utilizado e afirmou que se tratava de um “desabafo”. A presidente da sessão, Paula Calil, comentou a declaração e disse que o vereador costuma ser “incisivo” e “autêntico” em suas colocações.

O parlamentar também afirmou que o excesso de impostos incentiva a sonegação fiscal e encarece produtos básicos.

“Isso incentiva a sonegação, é óbvio. O cara tenta não pagar, porque ele já não dá mais conta de pagar tanto e principalmente não ver o retorno. A cesta básica está cara inclusive porque é muito imposto. Um carro já ficou normalizado R$ 150 mil ser barato por conta do imposto, sendo que quase metade é imposto”, afirmou.

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