Cortejo e pétalas: o adeus ao policial baleado em helicóptero no Rio.
Felipe Monteiro foi atingido em março de 2025. Ele chegou a receber alta nove meses depois, mas morreu no último domingo (17/5)

A tarde desta terça-feira (19/5), no Rio de Janeiro (RJ), foi marcada por homenagens emocionadas de colegas de farda, amigos e familiares do policial Felipe Marque Monteiro, que morreu no último domingo (17/5) em decorrência de um disparo de fuzil que o atingiu em março de 2025, enquanto estava em um helicóptero da Polícia Civil.
Após um cortejo que percorreu a orla da praia até o Cemitério do Caju, o policial foi homenageado com uma chuva de pétalas e, posteriormente, cremado.
O caso do piloto repercutiu nacionalmente. Durante o período em que esteve internado, a família de Felipe organizou campanhas de doação de sangue e mostrou de perto a rotina de cuidados com o policial. O perfil dele chegou a alcançar a marca de 2 milhões de seguidores.
O tiro
Na noite anterior à operação, Felipe não dormiu em casa. Ele passou a noite em uma base da polícia, onde é praxe que os investigadores se reúnam na véspera de uma ação.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroA ofensiva tinha como objetivo desarticular uma quadrilha especializada em roubar vans e desmontar os veículos para vender as peças.
Sempre que uma operação era concluída, Felipe costumava enviar uma mensagem à esposa avisando que havia pousado a aeronave. Naquele dia, porém, o aviso não chegou. Ele foi atingido por um disparo de fuzil na testa e precisou ser levado às pressas para o hospital.
Antes de perfurar a testa do policial, a bala colidiu com a aeronave e perdeu velocidade, ficando alojada na cabeça de Felipe. O disparo provocou a destruição de aproximadamente 40% do crânio dele.
Após nove meses internado, o piloto recebeu alta em 15 de dezembro de 2025. Apesar disso, apresentou novas complicações no quadro de saúde e morreu no último domingo (17).
















