Mirelle Pinheiro

Vereador é preso em operação contra tráfico e lavagem de dinheiro

Outras seis pessoas também foram presas. Segundo a Polícia Civil, Paulo Chiclete integraria um grupo ligado ao tráfico

atualizado

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Rerodução/Instagram
Paulo Chiclete
1 de 1 Paulo Chiclete - Foto: Rerodução/Instagram

Uma operação conjunta entre o Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e a Polícia Civil (PCBA) terminou com o cumprimento de 12 mandados de prisão na manhã desta quarta-feira (8/4). A ação, batizada de Operação Vento Norte, mira uma organização criminosa de tráfico de drogas com atuação no extremo sul baiano e em outros estados do país.

O presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga, Paulo Chiclete (PSD) (foto em destaque), está entre os presos. Ele também foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

Segundo a Polícia Civil, Chiclete é apontado como integrante de organização criminosa ligada ao tráfico de drogas. A coluna tenta localizar a defesa do político.

Equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul) e da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (23ª Coorpin) realizaram as prisões nos bairros Pequi, Juca Rosa e Sapucaieira, em Eunápolis, e nos bairros Centro e Novo Horizonte, em Guaratinga.

Outros cinco mandados de prisão foram cumpridos no sistema prisional: dois no estado do Espírito Santo, um em Minas Gerais, um no Rio de Janeiro e um na Bahia, onde os investigados já se encontravam custodiados.

Também foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão domiciliar, ocasião em que foram apreendidos uma pistola, aparelhos celulares e documentos que irão subsidiar o aprofundamento das investigações.

Modus operandi

Segundo as apurações, a organização criminosa tem atuação estruturada e interestadual, com divisão de funções e hierarquia definida, voltada, principalmente, aos crimes de tráfico de drogas e lavagem de capitais, além de indícios de envolvimento em crimes violentos.

As investigações apontam que o grupo criminoso se utilizava de fintechs para realizar a lavagem de dinheiro, por meio das quais eram movimentadas cifras milionárias, advindas de operações de tráfico de drogas em vários estados.

Em apenas uma das fintechs investigadas, foi identificada uma movimentação superior a R$ 20 milhões. Além dos mandados de prisão e busca, a Justiça determinou ainda o bloqueio de contas bancárias e outros ativos financeiros, com o objetivo de interromper o fluxo financeiro ilícito, preservar provas e garantir a efetividade das investigações.

De acordo com o delegado Evy Paternosto, diretor da Diretoria Regional de Polícia do Interior Sul (Dirpin/Sul), a operação representa um avanço significativo no enfrentamento à criminalidade organizada na região.

“As investigações permitiram identificar o modo de atuação do grupo e alcançar alvos relevantes da estrutura criminosa. As diligências continuam para aprofundar a apuração, identificar outros envolvidos e fortalecer a responsabilização penal de todos os integrantes”, destacou.

A Operação Vento Norte contou com a participação de cerca de 70 policiais civis da 23ª Coorpin, equipes do Gaeco, além de equipes que atuaram no cumprimento das medidas judiciais nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

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