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Mirelle Pinheiro

PCAM pede prisão de policial que ameaçou jogar bola com cabeça da ex.

Divoney Perasa foi filmado afirmando que mataria a mulher. O nome do policial civil aposentado aparece em outras investigações

08/04/2026 12:37, atualizado 08/04/2026 14:38
Reprodução/Instagram
PCAM pede prisão de policial que ameaçou jogar bola com cabeça da ex

A coluna apurou que a Polícia Civil do Amazonas (PCAM) representou pela prisão do policial civil aposentado Divoney Perasa de Souza (foto em destaque), de 60 anos. O pedido foi feito após viralizar um vídeo em que o homem aparece dizendo que vai decapitar a ex-companheira e “jogar bola” com a cabeça dela.

A solicitação teria sido feita no último fim de semana. Fontes confirmaram à coluna que o mandado de prisão foi liberado pela Vara responsável no início da tarde desta quarta-feira (8/4).

As ameaças

No vídeo, o homem faz ameaças explícitas: “Quando a gente terminar eu vou te matar. Vou te matar. ‘Tô’ te falando sério! Pode gravar, manda lá para a Delegacia da Mulher para aumentar minha condição restritiva. Eu vou te decapitar, vou jogar bola com a tua cabeça lá na frente da cervejaria, lá no lanche”, diz.

Ainda que tenha atuado nas forças de segurança do estado amazonense, o aposentado já responde por outros crimes.

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Em janeiro de 2025, o 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP) divulgou a imagem do policial aposentado, informando que ele era procurado pelo crime de extorsão mediante sequestro, que resultou em um prejuízo superior a R$ 71 mil para a vítima.

O crime aconteceu no dia 13 de dezembro de 2024, por volta das 20h30, na saída de um restaurante localizado na Avenida Torquato Tapajós, zona norte de Manaus.

À época, o delegado Wenceslan Queiroz, titular do 12º DIP, informou que, no dia do crime, Divoney, junto a outros quatro indivíduos, observou a vítima saindo do restaurante e realizou a abordagem. Todos os criminosos estavam armados.

“O grupo, sob grave ameaça, obrigou a vítima a entrar em seu próprio veículo. Durante o sequestro, ela foi agredida fisicamente e forçada a realizar transferências bancárias via Pix, totalizando mais de R$ 71 mil”, explicou.