
Mirelle PinheiroColunas

Sancho Loko: PM influencer investigado por tortura é preso em operação. Veja vídeo
Outros dois PMs foram alvo da operação que apura o cometimento de tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica
atualizado
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O policial militar e influencer Junior Sancho Cambuhy (foto em destaque), mais conhecido pelo apelido de “Sancho Loko”, foi preso durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná (MPPR). Além do militar, outros dois policiais são investigados pelo possível cometimento, de forma reiterada, dos crimes de tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica.
A ação foi deflagrada nessa terça-feira (7/4), em Curitiba. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara de Auditoria da Justiça Militar. Três mandados foram cumpridos nas residências dos investigados e um no batalhão onde eles estão lotados, na capital.
“Sancho Loko” é influenciador digital e acumula mais de 260 mil seguidores no Instagram.
Apreensões
Durante a ação, as equipes do Gaeco apreenderam telefones celulares e outros itens de armazenamento eletrônico, cujo conteúdo poderá auxiliar na apuração dos fatos.
Nas residências de dois dos investigados, foram encontradas munições irregulares e dinheiro em espécie. Já em armários sem identificação, na unidade da Polícia Militar, foram localizados simulacros de arma de fogo, munições irregulares, maconha, crack e cocaína. Sancho Loko acabou preso.
A operação contou com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar.
“Vai provar a inocência”
Por meio das redes sociais, Claudio Dalledone, o advogado do PM, que também é influenciador digital, publicou um vídeo se pronunciando oficialmente após a prisão do cliente.
Dalledone afirmou que Sancho Loko é inocente e que os equipamentos encontrados com ele, que ocasionaram a prisão, tratam-se de materiais usados por ele nas aulas de tiro, onde atua como instrutor.
“Soldado Sancho foi detido e com ele foram apreendidos alguns equipamentos, componentes de munição próprios da prática de instrutor de tiro que ele exerce. O soldado vai provar a inocência e a origem de todo e qualquer equipamento que foi encontrado. O momento é de averiguação. Haverá uma audiência de custódia e com absoluta segurança a juíza vai determinar que ele seja prontamente colocado em liberdade”, declarou a defesa.
Corregedoria apura
Em nota a Polícia Militar do Paraná (PMPR) informou que será instaurado o procedimento administrativo cabível para apuração dos fatos.
“Por fim, reforça que não compactua com quaisquer condutas que afrontem os valores, princípios e normas que regem a Corporação, reiterando seu compromisso com a legalidade, a transparência e a responsabilidade na condução de seus procedimentos”, finalizou.










