Mirelle Pinheiro

Tenente da PM diz ter sentido “raiva incontrolável” ao matar capitão

Ele afirmou que não havia premeditação e que seu único objetivo era entrar na unidade para tomar água

atualizado

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Tenente da PM diz ter sentido "raiva incontrolável" ao matar capitão
1 de 1 Tenente da PM diz ter sentido "raiva incontrolável" ao matar capitão - Foto: null

O assassinato do Capitão Breno Marques Cruz, dentro das dependências da Academia de Polícia Militar Gonçalves Dias (APMGD), em São Luís (MA), ganhou contornos ainda mais graves com o depoimento do autor dos disparos. O 2º Tenente Cássio de Almeida Soares (foto em destaque), de 35 anos, disse à Polícia Militar que sofreu um “surto de raiva incontrolável” no momento em que atirou contra o colega.

Segundo o depoimento, colhido nesta semana, o tenente alegou que saiu de casa na manhã do dia 29 de maio para trabalhar normalmente, mas perdeu o controle emocional ao chegar à academia.

Ele afirmou que não havia premeditação e que seu único objetivo era entrar na unidade para tomar água. Questionado sobre o momento dos disparos, alegou não se lembrar claramente do que ocorreu, mas disse ter reagido após o capitão, segundo ele, sacar uma arma.

Apesar de negar inimizade pessoal, Cássio admitiu que havia atritos funcionais com a vítima. Os dois acumulavam episódios recentes de desentendimentos, incluindo uma denúncia por difamação feita por Breno que deu origem a um Inquérito Policial Militar. Em resposta, o tenente registrou boletins de ocorrência contra Breno e outro oficial, por assédio moral e exposição indevida.

O oficial também revelou estar em tratamento psiquiátrico, com diagnóstico de transtorno bipolar, fazendo uso de medicamentos para depressão, ansiedade e controle de pensamentos suicidas.

Ainda de acordo com seu relato, ele interrompeu a medicação nos dias que antecederam o crime. Disse já ter tentado tirar a própria vida em ocasiões anteriores e alegou nunca ter recebido apoio psicológico da corporação, mesmo com afastamentos médicos registrados pela Junta de Saúde.

Durante o interrogatório, ele confirmou a regularidade da arma utilizada, mas reconheceu que estava com o porte restrito devido ao afastamento. Também autorizou o desbloqueio de seu celular para acesso aos dados.

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