Mirelle Pinheiro

Quem é o presidente da OAB-RR investigado como “servidor fantasma”

Ednaldo Gomes Vidal é investigado pelo Ministério Público da Paraíba por receber R$ 756.324,55, mesmo residindo e trabalhando em Roraima

atualizado

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Divulgação/OAB-RR
Ednaldo Gomes Vidal
1 de 1 Ednaldo Gomes Vidal - Foto: Divulgação/OAB-RR

Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Roraima (OAB-RR) desde 2019, Ednaldo Gomes Vidal, passou a ser investigado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) sob suspeita de ter atuado como “servidor fantasma” enquanto ocupava cargo ligado ao sistema penitenciário paraibano.

Natural de Conceição, na Paraíba, Ednaldo tem 63 anos e atua há mais de três décadas na advocacia, sendo cerca de 30 anos dedicados a Roraima. Ele é formado em Pedagogia, História e Direito, além de possuir pós-graduação em Ciências Criminais, Direito Constitucional e Direitos Humanos.

Ao longo da carreira, também atuou como oficial da reserva do Exército Brasileiro e ex-delegado da Polícia Civil da Paraíba. Em Roraima, trabalhou como professor, assistente jurídico da Defensoria Pública do Estado e assessor jurídico da Procuradoria-Geral do Estado.

Na OAB-RR, ocupou diversos cargos ao longo dos anos, incluindo membro do Tribunal de Ética e Disciplina, conselheiro seccional e federal, vice-presidente da seccional e integrante de comissões ligadas aos direitos humanos e prerrogativas da advocacia.

Além disso, é fundador da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas de Roraima (Abracrim-RR) e foi eleito presidente da OAB-RR para os triênios 2019–2021, 2022–2024 e 2025–2027.

Investigação

Em matéria anterior publicada pela coluna, foi revelado que após o avanço da investigação, Ednaldo Gomes Vidal, passou a negociar um possível Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público da Paraíba (MPPB).

Ele teria mantido vínculo funcional com a Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (SEAP-PB) entre os anos de 1985 e 2024, mesmo residindo e exercendo atividades profissionais em Roraima.

Um relatório técnico do MP aponta que, nesse período, foram pagos R$ 756.324,55.

O caso é investigado pelos crimes de peculato e falsidade ideológica. A apuração também analisa documentos funcionais, registros administrativos e movimentações relacionadas ao vínculo do advogado com o governo paraibano.

No processo, a defesa de Ednaldo afirma que ele não tinha conhecimento da permanência do vínculo com o estado da Paraíba após sua mudança para Roraima. Os advogados destacam que ele teria deixado uma procuração para que um familiar providenciasse sua exoneração, mas o desligamento não teria sido efetivado formalmente.

Os defensores também alegam que os valores não eram administrados diretamente por Ednaldo e afirmam que terceiros poderiam ter realizado movimentações sem seu conhecimento.

Até o momento, Ednaldo Gomes Vidal não foi condenado, e o caso segue em investigação na Justiça da Paraíba.

A coluna tentou contato com a OAB-RR, mas não obteve retorno até a última atualização.

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