Mirelle Pinheiro

PCDF desmonta esquema milionário que fraudava sistema do Detran-DF. Veja vídeo

Segundo a investigação, o grupo utilizava ferramenta clandestina chamada internamente de “bypass” para acessar de forma ilegal o sistema

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles
Imagem colorida de um estacionamento em que há dois carros. No telhado está escrito Detran-DF
1 de 1 Imagem colorida de um estacionamento em que há dois carros. No telhado está escrito Detran-DF - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15/5), a Operação Bypass para desarticular organização criminosa especializada em invadir o sistema do Departamento de Trânsito (Detran-DF) e aplicar fraudes milionárias relacionadas a veículos, multas e financiamentos.

Segundo a investigação, o grupo utilizava ferramenta clandestina chamada internamente de “bypass” para acessar de forma ilegal o sistema Getran, plataforma responsável pelo gerenciamento de registros veiculares do Detran.

A operação é conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor).

As investigações começaram há cerca de quatro meses, após denúncias sobre transferências fraudulentas de veículos pertencentes a empresas, realizadas sem autorização dos verdadeiros proprietários.

Com o avanço das diligências, os policiais descobriram que a organização havia criado um sistema capaz de simular interfaces oficiais do Detran-DF e automatizar operações fraudulentas em velocidade incompatível com ações humanas.

De acordo com a PCDF, a ferramenta executava centenas de requisições por segundo diretamente no domínio oficial do órgão, utilizando servidores privados virtuais e mecanismos de anonimização digital para dificultar o rastreamento.

O líder técnico do grupo seria um especialista em desenvolvimento de software e engenharia de sistemas, responsável por criar a estrutura utilizada nas invasões.

Segundo os investigadores, o esquema permitia a exclusão irregular de multas, transferências ilegais de propriedade de veículos para empresas de fachada, emplacamentos fraudulentos e regularizações indevidas de registros de condutores.

A investigação também aponta que os criminosos utilizavam documentos adulterados ligados aos veículos para obter financiamentos fraudulentos em instituições financeiras.

A Polícia Civil afirma que o grupo possuía estrutura organizada e divisão clara de funções.

Enquanto o núcleo técnico realizava as invasões e mantinha o sistema clandestino em funcionamento, articuladores captavam clientes interessados nas fraudes e encaminhavam os dados necessários para execução das operações ilícitas.

Outro braço da organização seria responsável pela movimentação financeira do dinheiro obtido ilegalmente, utilizando contas bancárias com características típicas de lavagem de dinheiro.

Segundo a PCDF, o Detran-DF colaborou diretamente com as investigações ao fornecer registros de acesso ao sistema GETRAN, o que permitiu identificar padrões suspeitos de invasão e localizar os endereços utilizados nas conexões fraudulentas.

Ao todo, a Justiça autorizou cinco mandados de prisão temporária e quatro mandados de busca e apreensão no Distrito Federal.

Além de determinar medidas de bloqueio de contas bancárias, apreensão de veículos de luxo e recolhimento de equipamentos eletrônicos utilizados pelos investigados.

Os suspeitos poderão responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

A PCDF afirma que o inquérito continua para identificar outros possíveis integrantes do esquema e calcular o tamanho total do prejuízo causado aos cofres públicos.

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