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Após fraude em transferências, Detran-DF diz que prepara “tokenização”. Veja vídeo
Três suspeitos são investigados por cerca de 300 transferências fraudulentas usando a matrícula de uma servidora do Detran-DF
atualizado
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Após operação da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte), que investiga três suspeitos por cerca de 300 transferências fraudulentas usando a matrícula de uma servidora do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), o órgão informou que passa por reestruturação de todos os sistemas e prepara a “tokenização” para maior segurança.
Entenda o caso:
“Nos últimos nove meses, intensificamos as ações no nosso sistema de defesa e trabalhamos em conjunto com a Polícia Civil para suprir e identificar padrões anômalos e acessos suspeitos. Toda anomalia é reportada à PCDF”, disse o diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini, em comunicado.
Entenda o caso:
- A ação ocorreu nesta quarta-feira (28/1), com apoio da Polícia Civil do Piauí.
- A quadrilha acessava indevidamente os sistemas do Detran-DF e foi alvo da operação.
- O grupo realizou cerca de 300 transferências fraudulentas com a matrícula da servidora — inclusive em horários de folga dela.
- Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Planaltina (DF), Planaltina (GO), Valparaíso (GO) e Água Branca (PI).
Apuração interna
As investigações começaram há cerca de um ano, após uma pessoa perceber que seu veículo havia sido transferido sem que ela tivesse requisitado.
Após isso, o Detran-DF constatou, em uma apuração interna, que criminosos tiveram acesso à senha de uma servidora para fazer as centenas de transações irregulares. A própria servidora procurou a delegacia, e o Detran-DF confirmou que disponibilizou todas a informações técnicas à Polícia Civil (PCDF).
Investigação dos despachantes
As investigações conjuntas apontaram três autores como responsáveis pelo cadastro irregular de processos de transferência de veículos, sem documentação ou com documentação adulterada.
O trio também ficava responsável pela posterior aprovação fraudulenta por meio de acesso externo ao sistema. Entre os investigados, estão dois homens que já haviam trabalhado no Detran como despachantes.
As investigações continuam para identificar todos os integrantes do grupo, que responderão pelos crimes de invasão de dispositivo informático, estelionato e organização criminosa.
