
Mirelle PinheiroColunas

PF acha pilha de dinheiro na casa de policial em ação contra a Refit
Operação foi deflagrada nesta sexta-feira (15/5), no Rio de Janeiro
atualizado
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A Polícia Federal (PF) apreendeu, nesta sexta-feira (15/5), cerca de R$ 580 mil em dinheiro na casa de um policial civil alvo da Operação Sem Refino, que investiga esquema de possíveis fraudes fiscais envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro.
Entre os alvos de busca e apreensão, está o desembargador Guaraci de Campos Vianna, integrante da 6ª Câmara de Direito Privado do TJRJ. Além do ex-governador Cláudio Castro (PL), alvo de buscas em sua residência, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.
O nome de Guaraci Vianna já havia surgido anteriormente nas investigações. Em março deste ano, a Corregedoria Nacional de Justiça determinou o afastamento imediato do desembargador após suspeitas de decisões consideradas excessivamente favoráveis ao grupo Refit.
Segundo investigadores, as decisões judiciais beneficiavam diretamente a Refinaria de Manguinhos em disputas envolvendo o funcionamento da empresa e cobranças tributárias bilionárias.
O Grupo Refit, comandado pelo empresário Ricardo Magro, é apontado pela Receita Federal como um dos maiores devedores tributários do país, acumulando dívidas superiores a R$ 26 bilhões.
Operação
As medidas foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A ação apura suspeitas de uso de estruturas empresariais e financeiras para ocultação de patrimônio, lavagem de dinheiro, evasão de recursos ao exterior e fraudes tributárias no setor de combustíveis.
Ao todo, a PF cumpre 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal.
A Justiça ainda determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas. Além da inclusão do nome de Ricardo Magro na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localização internacional de foragidos.
O que diz as defesas?
Em nota, a defesa do ex-governador do Rio Claudio Castro afirma que foi surpreendida com a operação de hoje e que ainda não tomou conhecimento do objeto do pedido de busca e apreensão. No entanto, Castro está a disposição da Justiça para dar todas as explicações convicto de sua lisura.
“É de suma importância destacar que a gestão Cláudio Castro foi a única a conseguir que a Refinaria de Manguinhos pagasse dívidas com o estado, o que reforça a postura isenta e institucional do ex-governador. No total, gestão conseguiu garantir o pagamento de parcelas cujo o montante se aproxima de R$ 1 bilhão”, escreveu em nota.




