Quem é o ex-sargento condenado por levar cocaína em avião da FAB
Manoel Rodrigues foi flagrado com a droga, em 24 de junho de 2019, no aeroporto de Sevilha, na Espanha

Quando foi flagrado transportando 37 kg de cocaína em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), no aeroporto de Sevilha, na Espanha, Manoel Silva Rodrigues (foto em destaque), 45 anos, atuava como comissário de bordo em voos da FAB.
Ele, que é casado e tem filhos, foi preso após ser flagrado com o entorpecente, em junho de 2019, no aeroporto de Sevilha, na Espanha.
Na ocasião, Rodrigues fazia parte de uma comitiva com 21 militares que acompanhava a viagem do presidente Jair Bolsonaro (PL) a Tóquio, no Japão, para uma reunião do G20.
À época, a droga foi avaliada em 1.306.695 euros, o equivalente a R$ 6.399.083,62.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroA outra condenação
Rodrigues já havia sido condenado pelo mesmo caso, mas em outro processo, em fevereiro de 2022. A pena foi de 14 anos e seis meses de reclusão por tráfico internacional de drogas.
Também foi estabelecido que ele pagasse 1,4 mil dias-multa, fixados em 1/30 do salário mínimo.
Rodrigues já havia sido condenado pela Justiça espanhola, em fevereiro de 2020, a 6 anos de prisão.
O Ministério Público espanhol havia pedido 8 anos de prisão para o militar brasileiro. Contudo, a confissão de Rodrigues fez o tribunal reduzir a pena para 6 anos e 1 dia em regime fechado.
Orgias e cartel
Durante a investigação sobre os 37 kg de cocaína, Manoel Rodrigues foi questionado sobre suas idas a um motel no Núcleo Bandeirante (DF). À época, ele negou que o local fosse usado para repassar as drogas, declarando que ia ao estabelecimento somente para fazer orgias.
Na ocasião, em depoimento prestado em Sevilha, na Espanha, o ex-sargento alegou que tinha “mania” de ir a motel com amigos do Grupamento de Transportes Especial, “pois tinha uma vida sexual muito ativa, com orgias, essas coisas, mas não tem a ver com drogas”.
Apesar dos argumentos, a investigação entendeu que o argumento não era válido, já que o militar contava à esposa sobre a ida ao motel, que é uma mulher definida como ciumenta. As autoridades disseram que a droga era repassada por um outro militar de codinome “Flamengo”.
“A rede hoteleira é comumente utilizada por traficantes para diversos fins. Dentre eles, está a preparação de transportadores de drogas – mulas. À vista disso, conhecendo o perfil do investigado e as circunstâncias da viagem ao Azerbaijão, acredita-se que ele foi para o motel a fim de receber o entorpecente”, detalha a denúncia do Ministério Público Militar.



















