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Mirelle Pinheiro

Quem é o ex-sargento condenado por levar cocaína em avião da FAB

Manoel Rodrigues foi flagrado com a droga, em 24 de junho de 2019, no aeroporto de Sevilha, na Espanha

14/07/2026 14:48
Reprodução
Quem é o ex-sargento condenado por levar cocaína em avião da FAB

Quando foi flagrado transportando 37 kg de cocaína em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), no aeroporto de Sevilha, na Espanha, Manoel Silva Rodrigues (foto em destaque), 45 anos, atuava como comissário de bordo em voos da FAB.

Ele, que é casado e tem filhos, foi preso após ser flagrado com o entorpecente, em junho de 2019, no aeroporto de Sevilha, na Espanha.

Na ocasião, Rodrigues fazia parte de uma comitiva com 21 militares que acompanhava a viagem do presidente Jair Bolsonaro (PL) a Tóquio, no Japão, para uma reunião do G20.

À época, a droga foi avaliada em 1.306.695 euros, o equivalente a R$ 6.399.083,62.

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Quando foi flagrado com os entorpecentes, o homem atuava como comissário de bordo em voos da FAB
Antes de partir da Base Aérea de Brasília,  ele recebeu o entorpecente em um motel, no Núcleo Bandeirante
A prisão ocorreu no aeroporto de Sevilha, na Espanha
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A prisão ocorreu no aeroporto de Sevilha, na Espanha

Divulgação/Guarda Civil da Espanha
Quando foi flagrado com os entorpecentes, o homem atuava como comissário de bordo em voos da FAB
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Quando foi flagrado com os entorpecentes, o homem atuava como comissário de bordo em voos da FAB

Divulgação/Guarda Civil da Espanha
Antes de partir da Base Aérea de Brasília,  ele recebeu o entorpecente em um motel, no Núcleo Bandeirante
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Antes de partir da Base Aérea de Brasília, ele recebeu o entorpecente em um motel, no Núcleo Bandeirante

Divulgação/Guarda Civil da Espanha

A outra condenação

Rodrigues já havia sido condenado pelo mesmo caso, mas em outro processo, em fevereiro de 2022. A pena foi de 14 anos e seis meses de reclusão por tráfico internacional de drogas.

Também foi estabelecido que ele pagasse 1,4 mil dias-multa, fixados em 1/30 do salário mínimo.

Rodrigues já havia sido condenado pela Justiça espanhola, em fevereiro de 2020, a 6 anos de prisão.

O Ministério Público espanhol havia pedido 8 anos de prisão para o militar brasileiro. Contudo, a confissão de Rodrigues fez o tribunal reduzir a pena para 6 anos e 1 dia em regime fechado.

Orgias e cartel

Durante a investigação sobre os 37 kg de cocaína, Manoel Rodrigues foi questionado sobre suas idas a um motel no Núcleo Bandeirante (DF). À época, ele negou que o local fosse usado para repassar as drogas, declarando que ia ao estabelecimento somente para fazer orgias.

Na ocasião, em depoimento prestado em Sevilha, na Espanha, o ex-sargento alegou que tinha “mania” de ir a motel com amigos do Grupamento de Transportes Especial, “pois tinha uma vida sexual muito ativa, com orgias, essas coisas, mas não tem a ver com drogas”.

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Durante a investigação sobre os 37 kg de cocaína, Manoel Rodrigues foi questionado sobre suas idas a um motel no Núcleo Bandeirante (DF)
À época, a droga foi avaliada em 1.306.695 euros, o equivalente a R$ 6.399.083,62
Quando foi flagrado com os entorpecentes, o homem atuava como comissário de bordo em voos da FAB
Na ocasião, em depoimento prestado em Sevilha, na Espanha, o ex-sargento alegou que tinha “mania” de ir a motel com amigos do Grupamento de Transportes Especial
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Na ocasião, em depoimento prestado em Sevilha, na Espanha, o ex-sargento alegou que tinha “mania” de ir a motel com amigos do Grupamento de Transportes Especial

Material cedido ao Metrópoles
Durante a investigação sobre os 37 kg de cocaína, Manoel Rodrigues foi questionado sobre suas idas a um motel no Núcleo Bandeirante (DF)
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Durante a investigação sobre os 37 kg de cocaína, Manoel Rodrigues foi questionado sobre suas idas a um motel no Núcleo Bandeirante (DF)

Material cedido ao Metrópoles
À época, a droga foi avaliada em 1.306.695 euros, o equivalente a R$ 6.399.083,62
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À época, a droga foi avaliada em 1.306.695 euros, o equivalente a R$ 6.399.083,62

Material cedido ao Metrópoles
Quando foi flagrado com os entorpecentes, o homem atuava como comissário de bordo em voos da FAB
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Quando foi flagrado com os entorpecentes, o homem atuava como comissário de bordo em voos da FAB

Material cedido ao Metrópoles

Apesar dos argumentos, a investigação entendeu que o argumento não era válido, já que o militar contava à esposa sobre a ida ao motel, que é uma mulher definida como ciumenta. As autoridades disseram que a droga era repassada por um outro militar de codinome “Flamengo”.

“A rede hoteleira é comumente utilizada por traficantes para diversos fins. Dentre eles, está a preparação de transportadores de drogas – mulas. À vista disso, conhecendo o perfil do investigado e as circunstâncias da viagem ao Azerbaijão, acredita-se que ele foi para o motel a fim de receber o entorpecente”, detalha a denúncia do Ministério Público Militar.