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Mirelle Pinheiro

Avião da FAB: ex-militar usou orgia para tentar fugir da condenação

Em junho de 2019, o então militar do Exército Brasileiro foi flagrado transportando a droga ao desembarcar na Espanha

14/07/2026 13:54, atualizado 14/07/2026 14:43
Reprodução
Avião da FAB: ex-militar usou orgia para tentar fugir da condenação

O ex-sargento do Exército Brasileiro condenado a três anos de prisão, em regime aberto, por transportar 37 kg de cocaína em aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) é Manoel Silva Rodrigues (foto em destaque), 45 anos.

Quando foi flagrado com os entorpecentes, o homem atuava como comissário de bordo em voos da FAB.

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Quando foi flagrado com os entorpecentes, o homem atuava como comissário de bordo em voos da FAB
Antes de partir da Base Aérea de Brasília,  ele recebeu o entorpecente em um motel, no Núcleo Bandeirante
A prisão ocorreu no aeroporto de Sevilha, na Espanha
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A prisão ocorreu no aeroporto de Sevilha, na Espanha

Divulgação/Guarda Civil da Espanha
Quando foi flagrado com os entorpecentes, o homem atuava como comissário de bordo em voos da FAB
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Quando foi flagrado com os entorpecentes, o homem atuava como comissário de bordo em voos da FAB

Divulgação/Guarda Civil da Espanha
Antes de partir da Base Aérea de Brasília,  ele recebeu o entorpecente em um motel, no Núcleo Bandeirante
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Antes de partir da Base Aérea de Brasília, ele recebeu o entorpecente em um motel, no Núcleo Bandeirante

Divulgação/Guarda Civil da Espanha

Rodrigues já havia sido condenado pelo mesmo caso, mas em outro processo, em fevereiro de 2022. Na ocasião, foi sentenciado a 14 anos e seis meses de reclusão por tráfico internacional de drogas.

Relembre

Quando foi flagrado com a droga, em 24 de junho de 2019, Rodrigues fazia parte de uma comitiva com 21 militares que acompanhava a viagem do presidente Jair Bolsonaro (PL) a Tóquio, no Japão, para uma reunião do G20.

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Antes de partir da Base Aérea de Brasília, ele recebeu o entorpecente em um motel, no Núcleo Bandeirante. A prisão ocorreu no aeroporto de Sevilha, na Espanha.

À época, a droga foi avaliada em € 1.306.695 (euros,) o equivalente a R$ 6.399.083,62.

Orgias

Durante a investigação sobre os 37 kg de cocaína, Manoel Rodrigues foi questionado a respeito de suas idas a um motel no Núcleo Bandeirante (DF). À época, ele negou que o local fosse usado para repassar as drogas, declarando que ia ao estabelecimento somente para fazer orgias.

Na ocasião, em depoimento prestado em Sevilha, na Espanha, o ex-sargento alegou que tinha “mania” de ir a motel com amigos do Grupamento de Transportes Especial, “pois tinha uma vida sexual muito ativa, com orgias, essas coisas, mas não tem a ver com drogas”.

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Durante a investigação sobre os 37 kg de cocaína, Manoel Rodrigues foi questionado sobre suas idas a um motel no Núcleo Bandeirante (DF)
À época, a droga foi avaliada em 1.306.695 euros, o equivalente a R$ 6.399.083,62
Quando foi flagrado com os entorpecentes, o homem atuava como comissário de bordo em voos da FAB
Na ocasião, em depoimento prestado em Sevilha, na Espanha, o ex-sargento alegou que tinha “mania” de ir a motel com amigos do Grupamento de Transportes Especial
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Na ocasião, em depoimento prestado em Sevilha, na Espanha, o ex-sargento alegou que tinha “mania” de ir a motel com amigos do Grupamento de Transportes Especial

Material cedido ao Metrópoles
Durante a investigação sobre os 37 kg de cocaína, Manoel Rodrigues foi questionado sobre suas idas a um motel no Núcleo Bandeirante (DF)
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Durante a investigação sobre os 37 kg de cocaína, Manoel Rodrigues foi questionado sobre suas idas a um motel no Núcleo Bandeirante (DF)

Material cedido ao Metrópoles
À época, a droga foi avaliada em 1.306.695 euros, o equivalente a R$ 6.399.083,62
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À época, a droga foi avaliada em 1.306.695 euros, o equivalente a R$ 6.399.083,62

Material cedido ao Metrópoles
Quando foi flagrado com os entorpecentes, o homem atuava como comissário de bordo em voos da FAB
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Quando foi flagrado com os entorpecentes, o homem atuava como comissário de bordo em voos da FAB

Material cedido ao Metrópoles

Apesar das alegações, a investigação entendeu que os argumentos não eram válidos, já que o militar contava à esposa sobre a ida ao motel, que é uma mulher definida como ciumenta. As autoridades disseram que a droga era repassada por outro militar, de codinome “Flamengo”.

“A rede hoteleira é comumente utilizada por traficantes para diversos fins. Dentre eles, está a preparação de transportadores de drogas – mulas. À vista disso, conhecendo o perfil do investigado e as circunstâncias da viagem ao Azerbaijão, acredita-se que ele foi para o motel a fim de receber o entorpecente”, detalha a denúncia do Ministério Público Militar.