"Professor do CV" promovia facção em escola e recrutava alunos
Segundo o Ministério Público do MT, o homem promovia a facção no ambiente escolar e incentivava os estudantes a entrarem para o tráfico

Um professor de Sorriso, município localizado no Mato Grosso (MT), foi denunciado pelo Ministério Público do Estado (MPMT) suspeito de estar promovendo a facção criminosa Comando Vermelho (CV) na escola em que trabalhava.
De acordo com a investigação, ele teria exercido um papel de liderança no grupo, utilizado armas de fogo para facilitar as atividades ilegais e recrutado adolescentes, estudantes da Escola Estadual Mário Spinelli, para participar das ações criminosas, incluindo o tráfico de drogas.
Conforme apontado pelo promotor de Justiça Marcelo Linhares Ferreira, o homem era conhecido na escola como “Professor do CV” e teria autorizado adolescentes, sob seu comando, a aplicar um “salve” em outros estudantes, em razão de boatos envolvendo membros da facção criminosa.
“Ele (professor) usava as redes sociais para recrutar alunos para o Comando Vermelho, introduzindo-os no tráfico de drogas, o que é um absurdo”, destacou o promotor de Justiça.
Dados extraídos do celular do investigado comprovaram que ele utilizava da função de professor para aliciar e recrutar alunos adolescentes para o crime organizado, inclusive intermediando o “cadastro” desses jovens como “lojistas” junto às lideranças da facção, para atuar na comercialização de entorpecentes em favor da organização criminosa.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroO denunciado também se aproveitava da posição de professor para fornecer entorpecentes aos alunos dentro da escola.
“Dessa forma, resta evidente que o acusado integrou e promoveu a organização criminosa, assim como praticou o delito de tráfico ilícito de entorpecentes. Observa-se ainda que, após o ‘cadastro’ dos adolescentes, o denunciado mantinha ascendência sobre eles, seja valendo-se de sua posição de professor, seja como ‘padrinho’ na facção, evidenciando sua liderança local”, pontuou o promotor.
No oferecimento da denúncia, o MPMT também se manifestou pela manutenção da prisão preventiva do professor.





