
Mirelle PinheiroColunas

“Dragão”: empresário famoso financiou plano do PCC para matar promotor
No Instagram, o homem acumula mais de 2,8 milhões de seguidores. Ele foi preso nesta sexta (29/8) suspeito de lavar dinheiro para a facção
atualizado
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Maurício Silveira Zambaldi (foto em destaque), um dos empresários presos na manhã desta sexta-feira (29/8), em ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), suspeito de financiar um plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para matar um promotor do Ministério Público de São Paulo (MPSP), é amplamente conhecido no ramo de venda motocicletas e acumula mais de 2,8 milhões de seguidores nas redes sociais.
Conhecido como “Dragão”, o homem é proprietário de uma loja de motocicletas e comercializa, inclusive, motos de luxo, avaliadas em mais de R$ 125 mil.
No Instagram, a loja, chamada “Dragão Motors”, acumula 2,5 milhões de seguidores. No perfil, Maurício publica vídeos promovendo rifas e incentivando os seguidores a fazer “fezinhas”.
Veja:
Segundo as investigações, os empresários providenciaram a compra de veículos, armas e a contratação de operadores para montar uma emboscada contra o promotor, identificado como Amauri Silveira Filho.
O objetivo era interromper as investigações da Operação Linha Vermelha, que apura crimes de tráfico, lavagem de dinheiro e organização criminosa armada ligada à facção.
Além de Maurício, um segundo empresário foi preso. Ele foi identificado como José Ricardo Ramos, que também atua nos setores de comércio de veículos e transporte.
Assassinato de PM
O plano, descoberto na última quarta-feira (27/8), também incluía a morte de um comandante da Polícia Militar, o que aumentou a gravidade da trama.
Sérgio Luiz de Freitas Filho, líder do PCC conhecido como “Mijão” (ou “Xixi”), foi apontado pelo MP como um dos principais articuladores do plano.
Ele está foragido há anos e teve seu nome incluído na lista dos criminosos mais procurados do Brasil. Mijão estaria vivendo na Bolívia, de onde gerencia a logística internacional da cocaína para o Brasil e a Europa.
Além das duas prisões desta sexta-feira, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Campinas.
O MP confirmou que as investigações seguem para identificar outros envolvidos no plano e tentar capturar Mijão e os demais foragidos.






