Mirelle Pinheiro

Quem são os empresários que ajudaram PCC a planejar morte de promotor

O terceiro alvo dos mandados de prisão é Sérgio Luiz de Freitas Filho, o “Mijão”, apontado como integrante da cúpula do PCC

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Arte/Metrópoles
Maurício Silveira Zambaldi (à direita), conhecido como Dragão, e José Ricardo Ramos (à esquerda).
1 de 1 Maurício Silveira Zambaldi (à direita), conhecido como Dragão, e José Ricardo Ramos (à esquerda). - Foto: Arte/Metrópoles

Dois empresários foram presos na manhã desta sexta-feira (29/8), em Campinas (SP), suspeitos de financiar um plano da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para assassinar o promotor Amauri Silveira Filho, do Ministério Público. Além dele, um comandante da Polícia Militar de São Paulo seria alvo da emboscada.

A coluna apurou que os presos foram identificados como Maurício Silveira Zambaldi (à direita), conhecido como Dragão, e José Ricardo Ramos (à esquerda).

As prisões ocorreram nos bairros Cambuí e Alphaville, durante a Operação Pronta Resposta, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em parceria com o 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep).

Quem são os empresários presos

• Maurício “Dragão” é dono da loja de motos Dragão Motors, na Vila Joaquim Inácio, em Campinas. Ele é apontado como responsável por lavar dinheiro da facção criminosa, sendo considerado um dos principais alvos da operação. Segundo o Ministério Público, o empresário usava o comércio de veículos como fachada para movimentar valores ilícitos ligados ao tráfico de drogas.

• José Ricardo Ramos teria sido encarregado de monitorar a rotina do promotor, identificando locais frequentados por ele, além de providenciar carros blindados e operadores contratados para executar a emboscada.

Mandante foragido

O terceiro alvo dos mandados de prisão é Sérgio Luiz de Freitas Filho, o “Mijão”, apontado como integrante da cúpula do PCC e um dos maiores operadores do tráfico de drogas no Brasil.

Foragido há mais de 19 anos, ele estaria escondido na Bolívia, de onde continuaria comandando esquemas de tráfico internacional e de lavagem de dinheiro.

O plano de execução

Segundo o Ministério Público, os empresários financiaram a compra de veículos e armas e a contratação de executores para atacar o promotor. O objetivo era interromper investigações que atingiam o PCC no tocante a diversos crimes, como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa armada.

As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos no esquema.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?