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Mirelle Pinheiro

Polícia mira TCP por expulsar moradores, tomar casas e lavar R$ 60 milhões. Veja vídeo

A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 60 milhões, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens

Mirelle Pinheiro12/06/2026 07:26, atualizado 12/06/2026 08:10
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Divulgação/ PCRJ
Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza busca e apreensão durante Operação Contenção

Investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro apontou que integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) teriam transformado o controle territorial do Complexo do São Carlos, na região central do Rio, em sofisticada estrutura de geração de riqueza baseada em extorsões, expulsão de moradores e lavagem de dinheiro. A descoberta levou à deflagração de operação interestadual nesta sexta-feira (12/6), que mira o núcleo financeiro da facção.

A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 60 milhões, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens atribuídos aos investigados.

Segundo a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), a organização criminosa operava muito além do tráfico de drogas. As investigações apontam que comerciantes e moradores eram submetidos a ameaças constantes por homens armados ligados à facção.

De acordo com os policiais, algumas vítimas eram pressionadas a abandonar suas próprias casas. Depois disso, os imóveis passavam para pessoas vinculadas ao grupo criminoso e eram incorporados ao patrimônio da organização.

A apuração indica que o esquema ajudava a ampliar a influência territorial da facção e a fortalecer sua estrutura financeira.

Os investigadores também identificaram rede de empresas de fachada utilizada para movimentar recursos e ocultar a origem do dinheiro. O objetivo seria dar aparência legal ao patrimônio acumulado pelos integrantes do grupo.

Outro braço da investigação revelou a existência de estrutura voltada ao comércio clandestino de armas de fogo. Segundo a polícia, integrantes da organização participavam da negociação, compra e intermediação de armamentos destinados a abastecer comunidades dominadas pelo TCP.

As apurações apontam ainda que o esquema possuía divisão clara de funções, envolvendo operadores financeiros, gestores patrimoniais, responsáveis pela logística e lideranças encarregadas da coordenação das atividades criminosas.

Mandados de busca e apreensão são cumpridos no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e em São Paulo. A ação conta com apoio da Core e de unidades especializadas das polícias civis dos três estados.