Mirelle Pinheiro

Polícia investiga quadrilha que movimentou R$ 400 milhões com cobre

Mandados de busca e apreensão são cumpridos no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Tocantins

atualizado

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PCERJ/Divulgação
Quadrilha interestadual fez do cobre um negócio de R$ 400 milhões
1 de 1 Quadrilha interestadual fez do cobre um negócio de R$ 400 milhões - Foto: PCERJ/Divulgação

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou, nesta segunda-feira (23/2), operação contra uma organização criminosa especializada no furto de cabos, receptação de metais e lavagem de dinheiro, com ramificações em ao menos quatro estados do país.

Batizada de Operação Caminhos do Cobre, a ação mira um esquema que, segundo as investigações, já movimentou mais de R$ 400 milhões.

Mandados de busca e apreensão são cumpridos no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Tocantins.

No território fluminense, as diligências ocorrem na capital e nos municípios de Nilópolis, Mesquita e Itaguaí, na Baixada e Região Metropolitana.

De acordo com a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), responsável pela investigação, o grupo operava com estrutura empresarial, divisão clara de tarefas e uma engrenagem financeira desenhada para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido com crimes patrimoniais.

Os furtos aconteciam, principalmente, durante a madrugada. Caminhões eram usados para arrancar cabos subterrâneos, enquanto motociclistas atuavam como batedores, monitorando a presença policial e bloqueando vias para garantir a fuga.

Em seguida, o material era levado para pontos de fracionamento e, depois, distribuído para ferros-velhos e empresas de reciclagem vinculadas à organização.

A polícia identificou que esses estabelecimentos funcionavam como base do esquema, responsáveis por absorver grandes volumes de cobre e outros metais e reinseri-los no mercado formal.

Para sustentar a engrenagem financeira, integrantes do grupo emitiam notas fiscais falsas e realizavam transferências bancárias em cadeia, fragmentando valores para dificultar o rastreamento.

O inquérito aponta a existência de ao menos quatro núcleos, um responsável pelo comando; um operacional, encarregado dos furtos e do transporte; um núcleo de receptação, formado por empresas e depósitos; e um núcleo financeiro, voltado exclusivamente à lavagem de dinheiro.

As quebras de sigilo revelaram números expressivos. Somente um dos principais investigados teria movimentado cerca de R$ 97 milhões, valor incompatível com sua renda declarada.

Uma das empresas centrais do esquema registrou movimentação superior a R$ 90 milhões. No total, a organização alcançou a marca de R$ 417,9 milhões em transações suspeitas.

Além das buscas, a Polícia Civil pediu à Justiça o sequestro de veículos e imóveis e o bloqueio integral das contas dos envolvidos, com foco na recuperação de ativos e na asfixia financeira da quadrilha.

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