Mirelle Pinheiro

PF vê “simbiose” entre música e crime em esquema de MC Ryan

Investigação aponta que carreira artística teria sido usada como “escudo” para movimentar dinheiro de bets, rifas ilegais e facção criminosa

atualizado

metropoles.com

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MC Ryan SP
1 de 1 MC Ryan SP - Foto: null

A Polícia Federal (PF) identificou o que classifica como uma “simbiose” entre o entretenimento e o crime organizado no esquema que movimentou mais de 260 bilhões de reais envolvendo o cantor MC Ryan SP. Segundo documentos obtidos pela coluna, a carreira do artista teria sido utilizada como estrutura para ocultar e movimentar recursos ilícitos em larga escala.

De acordo com os investigadores, Ryan é apontado como figura central da “engrenagem de capitais”. “Alvo central da associação criminosa investigada. Usufrui e gere a máquina de faturamento dissimulada, mesclando música ao risco oriundo do mercado das casas de aposta (Bets) e do PCC.”

A PF destaca que atividades legítimas, como shows e contratos musicais, foram utilizadas para dar aparência legal a valores de origem criminosa.

O modelo permitiria “esquentar” dinheiro ilícito ao misturá-lo com receitas reais do entretenimento.

Operação

A Operação Narco Fluxo foi deflagrada pela Polícia Federal na quarta-feira (15/4), com a participação de mais de 200 policiais. Ao todo, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária.

Segundo a PF, o grupo investigado pode ter movimentado mais de R$ 260 bilhões. Foram apreendidos dinheiro em espécie, veículos de luxo, armas, além de documentos e equipamentos eletrônicos.

Entre os presos estão MC Ryan SP, apontado como principal beneficiário do esquema, além de MC Poze do Rodo, Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei, o influenciador Chris Dias e sua esposa, Débora Paixão.

De acordo com as autoridades, o esquema utilizava empresas do ramo artístico e digital para misturar receitas legais com dinheiro de atividades ilícitas, como tráfico de drogas, apostas ilegais e rifas virtuais.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens ligados aos investigados.

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