Mirelle Pinheiro

PF revela “dicionário do crime” em rede criminosa ligada a MC Ryan

Os nomes ajudaram a polícia a organizar uma rede complexa, que mistura entretenimento, facção criminosa e fluxo financeiro em larga escala

atualizado

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1 de 1 mc-ryanjpg - Foto: Arte/Metrópoles

A investigação da Polícia Federal (PF) que mira um esquema milionário, supostamente operado pelo MC Ryan SP, envolvendo apostas ilegais, lavagem de dinheiro e tráfico também expôs um verdadeiro “dicionário do crime”, com apelidos que ajudam a decifrar o papel de cada personagem suspeito.

Os nomes ajudaram a polícia a organizar uma rede complexa, que mistura entretenimento, facção criminosa e fluxo financeiro em larga escala.

No topo dessa estrutura aparece Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”.

Ex-padrasto de MC Ryan SP, ele é apontado como um dos pilares financeiros do esquema, com ligação direta ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo a PF, teria sido ele quem introduziu o cantor nesse circuito, financiando o início da carreira com recursos do crime.Magrini foi preso em 2025, na Operação Off White, acusado de lavar dinheiro para a facção.

Outro nome citado é o de Alexandre Paula, o “Belga”, também chamado de “Xandex”. Produtor artístico, ele é descrito nos autos como uma espécie de blindagem financeira do grupo.

Na prática, funcionaria como um filtro, ele recebia valores de origem suspeita, especialmente ligados a apostas online, e os redistribuía, dificultando o rastreamento e protegendo o núcleo principal.

Já Arlindma Gomes, a “Nene Gomes”, aparece como protagonista no funcionamento do caixa. De acordo com a investigação, era responsável por operar o fluxo de dinheiro, fragmentar valores e reinserir os recursos na economia formal.

A atuação dela, ainda de acordo com a polícia, era essencial para dar aparência lícita ao dinheiro que circulava pelo esquema.

A apuração também cruza com outras investigações e traz à tona o nome de Alexandre Barros Viana, o “Rato”, identificado como alvo de outra operação policial.

Na outra ponta, onde o dinheiro se transforma em patrimônio, aparece Ricardo Caporossi Junior, o “Mestre dos Lagos”.

Ele é citado por ter projetado um lago artificial na mansão de MC Ryan, obra que teria custado milhões. Segundo a PF, os pagamentos foram feitos por uma “via paralela corporativa”.

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