Pai de Henry promete recorrer após perdão judicial de Monique.
Jairo Júnior foi condenado por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. Monique recebeu perdão judicial

O pai de Henry Borel, Leniel Borel, voltou a criticar o perdão judicial concedido a Monique Medeiros durante o julgamento que condenou o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, pela morte do menino. Em entrevista à coluna, ele afirmou que considera a mãe da criança ainda mais responsável pelo crime.
Segundo Leniel, a decisão que isentou Monique de pena representa uma injustiça e será alvo de recurso por parte da família paterna de Henry.
“A juíza trocou 50 anos de pena por nada. Isso foi um grande escárnio, uma grande repugnância para a nossa família e para a sociedade”, afirmou.
Na avaliação dele, Jairinho é o autor das agressões, mas Monique tinha o dever de impedir que o filho fosse vítima de violência.
“Jairinho era ruim, perverso, um monstro. Mas ele não era pai. A Monique era mãe. Ela tinha o dever de proteger o filho dela com os dentes. E ela não fez isso”, disse.
Leniel ainda sustentou que a omissão da mãe ocorreu apesar dos elementos apresentados durante a instrução processual, motivo pelo qual discorda da decisão que lhe concedeu perdão judicial.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroA família paterna de Henry pretende recorrer para tentar reverter o resultado do julgamento em relação a Monique Medeiros.
O perdão judicial
O perdão judicial é um instrumento previsto no Código Penal que permite à Justiça deixar de aplicar uma pena em situações específicas, como nos casos de homicídio culposo.
A medida pode ser concedida quando as consequências do crime recaem de forma tão intensa sobre o próprio condenado que uma punição adicional é considerada desnecessária. A decisão não elimina a existência do crime, mas impede a aplicação da pena diante das circunstâncias do caso.
Caso Henry Borel
- Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, na casa da família, em Jacarepaguá, no Rio;
- O ex-vereador e médico Dr. Jairinho, padrasto do menino, e Monique Medeiros, a mãe, levaram a criança ao hospital, alegando que o menino havia sofrido um acidente doméstico e caído da cama;
- Os profissionais de saúde constataram a morte de Henry, causada por hemorragia interna e laceração hepática;
- Laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que Henry apresentava 23 lesões de natureza violenta, incluindo laceração no fígado, lesões nos rins e hemorragia interna, indicando espancamento e morte lenta e agônica.


















