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Mirelle Pinheiro

MP mirou possíveis “salas-cofre” em operação sobre folha do GDF

A medida foi adotada diante da possibilidade de utilização de empresas destinadas à dissimulação patrimonial e lavagem de dinheiro

19/06/2026 16:48
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MPDFT/Divulgação
GAECO MPDFT

A cautelar que embasou a Operação Juros Zero, deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), revela que os investigadores trabalharam com a hipótese de que empresas e pessoas ligadas ao esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores do GDF poderiam manter salas ou espaços separados dos endereços oficiais para ocultar dinheiro em espécie, documentos e outros elementos relacionados à investigação.

Por esse motivo, além dos imóveis formalmente vinculados aos alvos, o Ministério Público pediu autorização judicial para realizar buscas em salas, conjuntos e unidades localizadas nos mesmos edifícios, desde que houvesse indícios de ligação com os investigados.

Segundo o documento obtido pela coluna, a medida foi adotada diante da possibilidade de utilização de empresas e estruturas destinadas à dissimulação patrimonial e à lavagem de dinheiro. O objetivo era evitar que provas importantes fossem mantidas em ambientes paralelos, fora dos endereços principais conhecidos pelos investigadores.

A cautelar menciona que, em esquemas de ocultação patrimonial, é comum a existência de espaços utilizados exclusivamente para armazenamento de documentos, equipamentos eletrônicos, registros contábeis e numerário.

Diante desse cenário, o MPDFT solicitou ao Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) autorização para que as equipes responsáveis pela operação pudessem estender as diligências a outras unidades situadas nos mesmos prédios dos alvos, sempre que fossem constatados elementos que indicassem conexão entre os espaços.

Outro ponto previsto na decisão foi a autorização para apreensão de dinheiro em espécie encontrado durante as buscas, desde que os investigados não conseguissem comprovar a origem lícita dos valores.

Operação

A Operação Juros Zero foi deflagrada nesta sexta-feira (19/6) para investigar um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores do Distrito Federal. Entre os alvos estão a Secretaria de Economia do DF, o Banco de Brasília (BRB), a BRB Serviços, o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF), o PicPay e associações e empresas apontadas pela investigação.

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As medidas também atingem atuais e ex-dirigentes das instituições investigadas. Entre eles estão Ney Ferraz Júnior e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que está preso
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As medidas também atingem atuais e ex-dirigentes das instituições investigadas. Entre eles estão Ney Ferraz Júnior e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que está preso
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A ação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)
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A Operação Juros Zero investiga um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores públicos do Distrito Federal
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A Operação Juros Zero investiga um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores públicos do Distrito Federal

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As medidas também atingem atuais e ex-dirigentes das instituições investigadas. Entre eles estão Ney Ferraz Júnior e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que está preso
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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19/6), a Operação Juros Zero para investigar suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores públicos do Distrito Federal
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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19/6), a Operação Juros Zero para investigar suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores públicos do Distrito Federal

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Material cedido ao Metrópoles

Ao todo, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo e no Paraná. Segundo o MPDFT, as medidas tiveram como finalidade preservar a cadeia de custódia digital, apreender instrumentos e proveitos do crime e impedir a continuidade das práticas investigadas.

Nos autos, os promotores afirmam que a complexidade do esquema e os indícios de lavagem de dinheiro exigiam medidas capazes de alcançar não apenas os endereços oficialmente registrados, mas também eventuais estruturas paralelas utilizadas para ocultação de patrimônio e provas.

O outro lado

Em nota, a Secretaria de Economia do Distrito Federal informou que está colaborando com as investigações e prestando apoio às diligências realizadas pelos órgãos de controle.

A PicPay afirmou que não reconhece irregularidades nas operações investigadas, rejeitou a acusação de cobranças indevidas e sustentou que os serviços eram contratados diretamente pelos usuários por meio do aplicativo, sem intermediários. A empresa declarou ainda que continuará colaborando com as autoridades.

O BRB informou que não tem contrato com a PicPay no contexto da operação realizada na manhã de hoje (19).

“O Banco não exerce ingerência sobre a contratação, as condições financeiras e o relacionamento entre servidor e a PicPay, a instituição de pagamento responsável pela oferta dos serviços. Quanto aos empréstimos consignados firmados diretamente com o Banco, o BRB observa rigorosamente as margens e os limites estabelecidos pela legislação.”

A instituição esclarece ainda que a BRB Serviços não participa do fluxo de lançamento das consignações em relação a PicPay.