
Mirelle PinheiroColunas

MP denuncia mulher de 37 anos que fingiu ter 12
A denúncia foi apresentada pela Promotoria nessa segunda-feira (8/6). Amanda está presa sob acusação de estelionato e falsa identidade
atualizado
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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou, nessa segunda-feira (8/6), Amanda Maria Souza da Oliveira, de 37 anos, presa após fingir ser uma adolescente de 12 anos e viver por mais de um ano com uma família em Joinville (SC).
Segundo a denúncia apresentada pela Promotoria, Amanda representa um risco social pela possibilidade de voltar a aplicar golpes se passando por criança.
A mulher foi presa em 2 de junho, sob acusação de estelionato e falsa identidade.
Em nota à coluna, o advogado Rafael Luiz Siewert informou que a defesa recebeu a denúncia “com serenidade” e destacou que, na mesma decisão em que recebeu a acusação do MP, a Justiça determinou a suspensão do processo até a realização de exame pericial pela Polícia Científica, agendado para 26 de junho de 2026.
“Assim, até que o laudo pericial seja concluído e juntado aos autos, o processo permanecerá suspenso, aguardando o resultado da perícia”, informou a defesa.
Segundo informou o advogado à coluna, o pedido para realização do exame de sanidade mental foi apresentado após análise do processo e entrevista com Amanda, sendo posteriormente acolhido pela Justiça.
“Esse exame que vai nos nortear posteriormente em saber como é que vão ser os próximos passos do processo, porque, dependendo do resultado, a situação poderá ser modificada e, eventualmente, os outros processos que ela tenha também”, afirmou.
Amanda permanece presa preventivamente após decisão judicial que converteu a prisão em flagrante. A investigada segue à disposição do Judiciário para a realização do exame pericial já autorizado.
Relembre
De acordo com as investigações, Amanda utilizava o nome “Gabriele” e se apresentava como uma adolescente de 12 anos. Ela foi acolhida informalmente por uma família de Joinville e morava com os integrantes do grupo havia cerca de 14 meses quando a fraude foi descoberta.
Conforme a Polícia Civil, a mulher construiu uma narrativa para justificar características físicas incompatíveis com a idade que alegava ter. Ela afirmava sofrer de transtorno do espectro autista e de outros problemas de saúde.
Os investigadores apontam ainda que Amanda adotava comportamentos infantis para reforçar a versão apresentada. Entre eles, o uso frequente de mamadeiras, chupetas e de um objeto utilizado para dormir conhecido popularmente como “cheirinho”.
A fraude começou a ser desvendada após uma denúncia feita por um familiar do casal que a acolhia. Durante as diligências, a Polícia Civil confirmou que a suposta adolescente era, na verdade, uma mulher de 37 anos.
Segundo a polícia, Amanda aplica golpes desde pelo menos 2018 e é investigada por falsidade ideológica em ao menos quatro cidades: Jundiaí (SP), Goiânia (GO), Florianópolis (SC) e Chapecó (SC).