Mirelle Pinheiro

Moraes manda afastar policiais suspeitos de conluio com o CV

Entre os alvos estão 12 integrantes das forças de segurança. A decisão foi assinada no dia 6 de março

atualizado

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Antonio Augusto/STF
Alexandre de Moraes durante sessão no Supremo Tribunal Federal (STF)
1 de 1 Alexandre de Moraes durante sessão no Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou o afastamento cautelar de agentes públicos investigados por conluio com o Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro (RJ).

Entre os alvos estão 12 integrantes das forças de segurança, sendo sete policiais militares, três policiais civis, um delegado da Polícia Federal e um policial penal.

A decisão, assinada no último dia 6, tornou-se pública nesta quarta-feira (11/3). Além de determinar o afastamento, Moraes mandou bloquear ativos financeiros até o limite de R$ 36,3 milhões dos investigados e de empresas ligadas a eles.

Dados telefônicos e telemáticos dos investigados referentes aos últimos 6 meses também poderão ser acessados.

“Os elementos de prova apresentados pela Polícia Federal indicam não apenas a gravidade das condutas caracterizada por relações espúrias entre o alto escalão da segurança pública e o crime organizado armado, mas, também, o periculum libertatis, na medida em que ‘a liberdade dos investigados permite a continuidade do fluxo financeiro ilícito e, por conseguinte, abala a ordem pública e a credibilidade das instituições”, disse o ministro na decisão.

Vazamento de informações

Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado é suspeito de repassar informações sobre operações policiais a integrantes da facção criminosa.

O indiciamento inclui crimes como organização criminosa, obstrução de Justiça e favorecimento pessoal.

A apuração aponta que dados relacionados à Operação Zargun, que tinha como alvo TH Joias, teriam sido antecipados.

De acordo com os investigadores, o vazamento teria permitido que o então parlamentar reorganizasse seu entorno antes do cumprimento dos mandados judiciais.

No dia anterior à operação, ele teria deixado o imóvel em que morava, na Barra da Tijuca, com sinais de retirada apressada de objetos.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações indicam a existência de uma rede de proteção institucional, com acesso a informações reservadas que teriam beneficiado integrantes da facção.

Troca de favores

De acordo com a Polícia Federal, os investigados teriam montado uma associação criminosa voltada à negociação de vantagens indevidas e venda de influência dentro da administração pública.

As apurações indicam que, além dos policiais, os advogados e Alessandro Pitombeira Carracena atuariam como intermediários para viabilizar pagamentos em dinheiro e favores ao delegado envolvido, em troca de acesso a informações internas e influência em procedimentos investigativos.
O objetivo do grupo seria beneficiar um traficante internacional de drogas, que teria interesse em obter informações privilegiadas e proteção institucional.

A Operação Anomalia está relacionada ao inquérito que resultou no indiciamento do deputado estadual Rodrigo Bacellar, do União Brasil, e do ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias.

Segundo as investigações, informações sobre operações policiais teriam sido antecipadas para integrantes do Comando Vermelho, permitindo que investigados reorganizassem suas atividades antes das ações policiais.

 

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