Mirelle Pinheiro

Luxo e conta zerada: quem são os “Barões do Calote” presos no RJ. Veja vídeo

Segundo as investigações da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), o grupo atuava de forma organizada e interestadual

atualizado

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Luxo e conta zerada: quem são os "Barões do Calote" presos no RJ
1 de 1 Luxo e conta zerada: quem são os "Barões do Calote" presos no RJ - Foto: Arte/Metrópoles

Quatro homens apontados pela Polícia Civil do Rio de Janeiro como integrantes de uma quadrilha especializada em golpes contra bares e hospedagens de alto padrão foram presos em flagrante no Rio de Janeiro após uma sequência de fraudes que envolveu consumo de luxo, cartões virtuais e cancelamentos estratégicos de pagamento.

A coluna apurou que os presos são Lucas Vicari e João Augusto Bastos Boaventura, moradores do Rio de Janeiro, além de Rodrigo Basílio Lemos e João Vitor Mendonça Lisboa, de São Paulo. Todos foram autuados por estelionato e associação criminosa.

Segundo as investigações da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), o grupo atuava de forma organizada e interestadual, com ramificações no Rio e em São Paulo, e mantinha um padrão de vida elevado sustentado por calotes aplicados em estabelecimentos comerciais.

Consumo de luxo, conta zerada

A investigação começou após um golpe aplicado em um bar tradicional da Zona Sul carioca. No local, os suspeitos consumiram pratos sofisticados, como lagosta e camarões, além de bebidas importadas, entre elas, whisky envelhecido por 20 anos. A conta ultrapassou R$ 10 mil.

No momento do pagamento, segundo a polícia, o grupo utilizou artifícios fraudulentos para frustrar a cobrança, deixando o prejuízo para o estabelecimento.

A partir desse episódio, os investigadores passaram a monitorar os passos da quadrilha e identificaram um segundo padrão de golpe, desta vez no setor de hospedagem.

Golpe no hostel

De acordo com a Polícia Civil, os quatro homens se hospedaram em um hostel no Rio e realizaram sete reservas diferentes, sempre de forma fracionada, usando cartões virtuais distintos a cada diária.

A estratégia tinha objetivo de dificultar o rastreio das transações e retardar a percepção da fraude.

Durante a estadia, o grupo passou a consumir refeições e bebidas no local, alegando que os valores seriam compensados posteriormente nas diárias contratadas. Mais uma vez, optaram pelos itens mais caros do cardápio.

O golpe se concretizou quando, no exato momento em que a gerente do hostel se dirigia à delegacia para registrar a ocorrência, todos os pagamentos foram cancelados simultaneamente. O prejuízo ultrapassou R$ 5 mil.

Prisão em flagrante e antecedentes

Com base no monitoramento, os policiais prenderam os quatro suspeitos no momento em que eles se preparavam para deixar o hostel.

A investigação revelou que dois deles, oriundos de São Paulo, já possuem antecedentes por estelionato e furto. Os outros dois, residentes no Rio, também têm registros criminais anteriores.

Todos foram levados para a 12ª DP, onde tiveram a prisão em flagrante formalizada.

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