Lázaro: PCERJ mira fraude bilionária que ressuscitou banco extinto há 60 anos. Veja vídeo
Em 2024, um grupo de falsos acionistas teria conseguido restabelecer o registro de um banco que encerrou suas atividades em 1964

Investigadores da Delegacia de Defraudações (DDEF), da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), deflagraram, nesta quinta-feira (25/6), a “Operação Lázaro” para apurar um esquema que teria tentado utilizar a reativação irregular de um banco extinto há mais de 60 anos para reivindicar um crédito superior a R$ 1 bilhão.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em condomínios e residências de alto padrão nos bairros do Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Glória, Tijuca, Copacabana, Gávea e Botafogo.
Segundo as investigações, em 2024 um grupo de falsos acionistas teria conseguido restabelecer o registro de um banco que encerrou oficialmente suas atividades em 1964, após processo de liquidação aprovado pelos próprios acionistas. A medida teria sido tomada mesmo diante de decisões judiciais e manifestações técnicas contrárias à reativação da instituição.
O grupo é suspeito de tentar se apropriar de um crédito bilionário relacionado à desapropriação de uma área de cerca de 153 mil metros quadrados, no Recreio dos Bandeirantes. Os investigadores apuram se a reativação do banco foi usada para conferir aparência de legitimidade à cobrança dos valores.
As apurações indicam que, após a liquidação do banco na década de 1960, suas ações foram extintas e os ativos remanescentes distribuídos entre os então acionistas. Ainda assim, décadas depois, pessoas que se apresentavam como representantes ou acionistas teriam articulado a retomada do registro da instituição.
Além dos supostos acionistas, a investigação também apura o envolvimento de agentes públicos e ex-integrantes de um órgão público.
Durante as diligências, surgiram indícios de que integrantes do grupo estariam ligados a outras práticas ilícitas, como fraudes imobiliárias, invasões de terrenos e empreendimentos irregulares em áreas da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da capital.
A operação busca apreender documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que possam esclarecer a atuação de cada investigado e aprofundar as apurações.




