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Mirelle Pinheiro

Lázaro: PCERJ mira fraude bilionária que ressuscitou banco extinto há 60 anos. Veja vídeo

Em 2024, um grupo de falsos acionistas teria conseguido restabelecer o registro de um banco que encerrou suas atividades em 1964

25/06/2026 09:47, atualizado 25/06/2026 09:50
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Material cedido ao Metrópoles
Lázaro: PCERJ mira fraude bilionária que ressuscitou banco extinto há 60 anos

Investigadores da Delegacia de Defraudações (DDEF), da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), deflagraram, nesta quinta-feira (25/6), a “Operação Lázaro” para apurar um esquema que teria tentado utilizar a reativação irregular de um banco extinto há mais de 60 anos para reivindicar um crédito superior a R$ 1 bilhão.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em condomínios e residências de alto padrão nos bairros do Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Glória, Tijuca, Copacabana, Gávea e Botafogo.

Segundo as investigações, em 2024 um grupo de falsos acionistas teria conseguido restabelecer o registro de um banco que encerrou oficialmente suas atividades em 1964, após processo de liquidação aprovado pelos próprios acionistas. A medida teria sido tomada mesmo diante de decisões judiciais e manifestações técnicas contrárias à reativação da instituição.

O grupo é suspeito de tentar se apropriar de um crédito bilionário relacionado à desapropriação de uma área de cerca de 153 mil metros quadrados, no Recreio dos Bandeirantes. Os investigadores apuram se a reativação do banco foi usada para conferir aparência de legitimidade à cobrança dos valores.

As apurações indicam que, após a liquidação do banco na década de 1960, suas ações foram extintas e os ativos remanescentes distribuídos entre os então acionistas. Ainda assim, décadas depois, pessoas que se apresentavam como representantes ou acionistas teriam articulado a retomada do registro da instituição.

Além dos supostos acionistas, a investigação também apura o envolvimento de agentes públicos e ex-integrantes de um órgão público.

Durante as diligências, surgiram indícios de que integrantes do grupo estariam ligados a outras práticas ilícitas, como fraudes imobiliárias, invasões de terrenos e empreendimentos irregulares em áreas da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da capital.

A operação busca apreender documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que possam esclarecer a atuação de cada investigado e aprofundar as apurações.