Mirelle Pinheiro

Justiça nega habeas corpus a sobrinhos de Marcola

A informação foi confirmada pelo advogado Bruno Ferullo nesta quarta-feira (3/6)

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Gedeão Dias/TJSP
Estado de SP é condenado a pagar R$ 100 mil por sumiço de corpo no IML
1 de 1 Estado de SP é condenado a pagar R$ 100 mil por sumiço de corpo no IML - Foto: Gedeão Dias/TJSP

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou o pedido de habeas corpus solicitado pela defesa de Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinhos de Marcola — líder do Primeiro Comando da Capital (PCC). Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (3/6), o advogado se pronunciou sobre o indeferimento do pedido.

“A decisão é de caráter estritamente preliminar e provisório, sem qualquer análise definitiva sobre a legalidade das prisões preventivas decretadas”, diz trecho da nota divulgada pelo advogado Bruno Ferullo.

Segundo a defesa, Leonardo e Paloma não tinham conhecimento das ordens judiciais quando deixaram o Brasil, uma vez que os mandados foram expedidos sob sigilo no âmbito da Operação Vérnix. O advogado também afirmou que as teses apresentadas ainda serão examinadas pelo colegiado da 16ª Câmara de Direito Criminal.

Além dos sobrinhos de Marcola, o próprio Marco Willians Herbas Camacho e seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, também tiveram os pedidos de habeas corpus negados pelo TJSP.

“A defesa ressalta que seus clientes já se encontram recolhidos em estabelecimento prisional federal de segurança máxima, com comunicações monitoradas e acesso absolutamente restrito ao ambiente externo, circunstância que será devidamente sopesada no julgamento definitivo da matéria.”

Operação

Deflagrada em 21 de maio pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil, a Operação Vérnix tem como foco suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria beneficiado integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

As investigações tiveram início em 2019, após a apreensão de bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau, em São Paulo. Segundo os investigadores, os documentos revelaram informações sobre a estrutura interna da facção, a atuação de lideranças criminosas e possíveis ameaças contra agentes públicos.

A apuração levou a uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, apontada pelas autoridades como instrumento utilizado para ocultar e movimentar recursos atribuídos à organização criminosa. A empresa passou a ser alvo da Operação Lado a Lado, fase que antecedeu a Vérnix e identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a atividade econômica declarada.

Durante as investigações, a análise de mensagens extraídas de celulares apreendidos indicou possíveis conexões financeiras entre investigados e a influenciadora e advogada Deolane Bezerra. Os investigadores também apontaram vínculos pessoais e comerciais entre a mulher e um homem descrito como gestor oculto da transportadora.

Além de Deolane, a operação teve como alvos familiares de Marcola e pessoas apontadas como integrantes do núcleo financeiro da facção. Entre eles estão Alejandro Camacho, irmão do líder do PCC, que já cumpre pena no sistema penitenciário federal.

Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola, é apontada pela investigação como intermediária em negociações financeiras da família e, segundo a polícia, estaria atualmente na Espanha. Já Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho é suspeito de receber parte dos recursos investigados pelo Ministério Público e estaria na Bolívia.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações