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Mirelle Pinheiro

Quem são os alvos da operação que mira Marcola, do PCC, e Deolane

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 357 milhões em bens e valores e a apreensão de 39 veículos de luxo

Mirelle Pinheiro21/05/2026 07:18, atualizado 21/05/2026 09:33
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Rafaela Felicciano/Metrópoles e Reprodução
Quem são os alvos da operação que mira Marcola, do PCC, e Deolane

A operação deflagrada nesta quinta-feira (21/5) pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil colocou na mira personagens apontados como integrantes do núcleo financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), maior facção criminosa do país.

Entre os alvos estão a influenciadora digital Deolane Bezerra, familiares de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e um homem apontado como operador financeiro da organização.

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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.
Marcola, líder máximo do PCC
Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21/5), em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21/5), em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Reprodução/Globo News
Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.

Reprodução/Globo News
Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
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Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa

Instagram/Reprodução
As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.
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As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.

Reprodução/TV Globo
Marcola, líder máximo do PCC
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Marcola, líder máximo do PCC

Arte/Metrópoles
Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.
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Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.

Reprodução/TV Globo

Batizada de Operação Vérnix, a ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado milhões de reais por meio de empresas de fachada, contas de terceiros e transportadoras de cargas.

Deolane Bezerra

Advogada e influenciadora digital com milhões de seguidores nas redes sociais, Deolane foi presa em Alphaville, na Grande São Paulo. Segundo os investigadores, ela passou a ser alvo após análises financeiras identificarem depósitos considerados suspeitos em contas ligadas a ela.

O Ministério Público afirma que a influenciadora recebeu dezenas de transferências fracionadas entre 2018 e 2021. Parte dos valores teria sido enviada por pessoas suspeitas de atuarem como “laranjas” no esquema investigado. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 27 milhões vinculados à influenciadora.

Marcola

Considerado o principal líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho já está preso na Penitenciária Federal de Brasília. Mesmo encarcerado, ele voltou a ser alvo de um novo mandado de prisão preventiva expedido no âmbito da operação.

Segundo o MP, o esquema investigado seria ligado à ocultação de patrimônio da família de Marcola, com uso de empresas e intermediários para movimentar recursos supostamente oriundos do crime organizado.

Alejandro Camacho

Irmão de Marcola, Alejandro Camacho também foi alvo da operação. Ele já cumpre pena no sistema penitenciário federal e, de acordo com os investigadores, teria participação na estrutura financeira usada para esconder patrimônio ligado à facção.

Paloma Sanches Herbas Camacho

Sobrinha de Marcola, Paloma é apontada pela investigação como intermediária em negociações financeiras da família. Segundo a polícia, ela estaria atualmente na Espanha.

Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho

Também sobrinho de Marcola, Leonardo é suspeito de receber parte dos recursos investigados pelo Ministério Público. Informações da polícia indicam que ele estaria na Bolívia.

Everton de Souza, o “Player”

Outro alvo preso na operação foi Everton de Souza, conhecido como “Player”. Segundo os investigadores, ele atuava como operador financeiro do grupo criminoso.

Mensagens interceptadas durante a investigação mostram, segundo a polícia, que “Player” orientava a distribuição de dinheiro e indicava contas bancárias utilizadas na movimentação dos recursos investigados.

Como funcionava o esquema

De acordo com o Ministério Público, a investigação identificou um sistema sofisticado de lavagem de dinheiro envolvendo camadas de ocultação patrimonial. Uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, teria sido usada para movimentar recursos atribuídos à cúpula do PCC.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 357 milhões em bens e valores e a apreensão de 39 veículos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões.

A investigação começou em 2019, após a apreensão de bilhetes e manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. Segundo os investigadores, o material revelou ordens internas da facção e abriu caminho para o rastreamento das movimentações financeiras do grupo criminoso.