Mirelle Pinheiro

Investigado por invadir sistema do Detran xinga policiais e é preso. Veja vídeo

O homem de 24 anos foi alvo de busca e apreensão na segunda fase da Operação Código Fantasma, deflagrada nesta segunda-feira (8/11)

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles
PCDF operação Detran
1 de 1 PCDF operação Detran - Foto: Material cedido ao Metrópoles

Um homem de 24 anos, alvo de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), deflagrada na manhã desta segunda-feira (8/12) contra um grupo criminoso especializado em obter, clandestinamente, credenciais de acesso ao sistema do Detran-DF e realizar alterações ilegais em nome de terceiros, foi preso em flagrante após xingar os investigadores que cumpriam as ordens judiciais.

 

O homem, que não teve a identidade revelada, é um dos alvos da segunda fase da Operação Código Fantasma. Uma mulher de 34 anos, que integra o quadro de um órgão parceiro do GDF e teria facilitado a ação do grupo, também foi alvo.

O esquema

As investigações apontam que os suspeitos instalavam, clandestinamente, dispositivos capazes de permitir acesso remoto ao sistema interno do órgão.

Os equipamentos apreendidos são microdispositivos conhecidos como “Mikrotiks”, usados para criar rotas alternativas de acesso aos sistemas governamentais.

Segundo as autoridades, o grupo tentava instalar esses aparelhos em pontos estratégicos dentro do Detran e de órgãos conveniados.

A sofisticação da fraude chamou a atenção dos investigadores. Com os dispositivos em pleno funcionamento, seria possível promover uma série de alterações dentro do sistema do Detran, como emplacamentos fraudulentos, desbloqueios indevidos de CNHs, cancelamento irregular de multas, desvinculação de débitos e transferências ilícitas de propriedade.

A operação

Nesta etapa, os policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão nas regiões administrativas do Riacho Fundo e Samambaia.

A ação desta segunda-feira (8) ocorre uma semana após a primeira fase da operação, que mirou um núcleo envolvido no emplacamento clandestino de caminhões.

Os aparelhos apreendidos serão periciados, assim como celulares e computadores retirados dos endereços investigados.

A Polícia Civil ainda não divulgou os nomes das pessoas e órgãos envolvidos devido ao andamento das investigações.

Se confirmadas todas as suspeitas, os investigados podem responder por invasão de dispositivo eletrônico, corrupção ativa e passiva, além de associação criminosa, crimes que, somados, podem chegar a 21 anos de prisão.

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