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Mirelle Pinheiro

Arma apreendida com sargento está em nome de Bolsonaro, diz polícia

A arma de fogo foi apreendida pela PMDF na noite dessa segunda (15/6), no Pistão Norte, em Taguatinga (DF)

, 16/06/2026 16:56, atualizado 16/06/2026 17:13
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Breno Esaki/Metrópoles
Foto de ex-presidente Jair Bolsonaro - Broncopneumonia: entenda a condição de Bolsonaro - Metrópoles

A coluna apurou, com a Polícia Federal (PF) e a Polícia Civil do DF (PCDF), que a arma de fogo apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) com um sargento do Exército Brasileiro durante uma blitz realizada na noite dessa segunda-feira (15/6), no Pistão Norte, em Taguatinga (DF), de fato pertence ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao ser abordado, o sargento Estácio Leite da Silva Filho, ligado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), afirmou que o armamento pertenceria a Bolsonaro. Na tarde desta terça-feira (16/6), foi confirmado que a pistola Glock 9 mm está registrada em nome do ex-presidente.

Depoimento

Após ser abordado, Estácio foi conduzido à 21ª Delegacia de Polícia (Pistão Sul) para prestar esclarecimentos.

O militar se identificou como integrante do GSI e apresentou documentação referente ao porte funcional.

Em depoimento, o sargento afirmou que havia retirado o armamento para realizar um reparo mecânico após identificar uma pane que, segundo ele, seria de simples solução. O problema estaria relacionado ao percussor da arma.

Ainda de acordo com sua versão, o armamento foi retirado na segunda-feira (15) e seria devolvido ao proprietário nesta terça-feira (16), após a conclusão do reparo.

Apesar de possuir porte de arma, a situação chamou a atenção dos policiais porque o armamento estava registrado em nome de terceiros. Diante da circunstância, a arma foi apreendida e o caso, encaminhado para análise da Polícia Civil.

Em nota, o GSI afirmou que não realiza a segurança de ex-presidentes. Segundo eles, o GSI oferece apenas a capacitação e a avaliação de servidores e de condutores de veículos, que integram a segurança dos ex-presidentes da República.

Prisão domiciliar

O ex-presidente Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado, Bolsonaro começou a cumprir pena em novembro de 2025.