Agente do GSI disse que arma de Bolsonaro apreendida estava quebrada
O militar confirmou aos policiais que o armamento pertence a Bolsonaro e que havia sido retirado temporariamente para reparo

O agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que foi conduzido à delegacia após ser abordado durante uma blitz da Polícia Militar no Distrito Federal (PMDF) afirmou que a arma de fogo registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentava uma pane mecânica e passava por manutenção.
O militar confirmou aos policiais que o armamento pertence a Bolsonaro e que havia sido retirado temporariamente para reparo. Segundo o depoimento, a arma apresentava um problema no percussor, peça responsável por acionar o disparo.
O caso ocorreu durante uma fiscalização realizada pela PM na região do Pistão Norte. Durante a abordagem, os policiais verificaram a situação da arma e constataram uma irregularidade relacionada ao registro do armamento, que está vinculado ao ex-presidente.
Ao prestar esclarecimentos na 21ª Delegacia de Polícia, o sargento afirmou que se identificou imediatamente como integrante do GSI e apresentou a documentação referente ao porte funcional.
Segundo a versão apresentada por ele, a arma foi entregue para manutenção após a constatação de uma pane que aparentava ser de simples solução.
O militar declarou ainda que retirou o armamento em 15 de junho para realizar o reparo, e que a devolução ao proprietário ocorreria no dia seguinte.
A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil, que deverá analisar a documentação apresentada e esclarecer as circunstâncias da posse e do transporte da arma. Até o momento, não há informação de prisão em flagrante.
Prisão domiciliar
O ex-presidente Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado, Bolsonaro começou a cumprir pena em novembro de 2025.
Inicialmente custodiado na Superintendência da Polícia Federal, ele foi posteriormente transferido para uma Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.
Em março deste ano, o ex-presidente apresentou um quadro de broncopneumonia aspirativa após um episódio de mal-estar durante a noite e precisou ser internado no Hospital DF Star, em Brasília.
A defesa então voltou a pedir a concessão de prisão domiciliar humanitária, alegando a necessidade de monitoramento médico constante e atendimento imediato em caso de complicações. Laudos apresentados aos autos apontaram que, embora o quadro clínico estivesse estável, Bolsonaro necessitava de acompanhamento contínuo durante o tratamento, posição que recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.
Ao conceder a medida, o ministro Alexandre de Moraes destacou que o sistema prisional vinha garantindo atendimento adequado ao ex-presidente, mas considerou que a situação de saúde justificava uma excepcionalidade temporária.
A prisão domiciliar foi fixada inicialmente por 90 dias, contados a partir da alta médica, e deverá ser cumprida integralmente na residência de Bolsonaro, com monitoramento por tornozeleira eletrônica. Ele está proibido de utilizar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, inclusive por intermédio de terceiros. O descumprimento das restrições poderá resultar na revogação do benefício e no retorno ao regime fechado.




