Mirelle Pinheiro

Após 12 ocorrências, advogada cobra prisão de ex agressor

Em entrevista à coluna, a advogada Carolina Câmara declarou estar sendo perseguida pelo ex, mesmo com medidas protetivas

atualizado

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A advogada Carolina Câmara revelou à coluna que, entre setembro de 2025 e março deste ano, já registrou 12 boletins de ocorrência contra o ex-namorado, identificado como Gabriel Bessa, que segue com as perseguições. O relato sobre as agressões físicas sofridas por ela viralizou nas redes sociais nesta quinta-feira (9/4).

Diversos descumprimentos de medidas protetivas, desde que o suspeito foi preso em flagrante, fizeram com que o Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) solicitasse, em dezembro de 2025, a prisão preventiva de Gabriel. No entanto, o pedido foi indeferido pela Justiça no dia seguinte.

Temendo pela própria vida, a advogada tenta, com a ajuda de sua defesa, o deferimento da prisão.

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Contra Gabriel Bessa, Carolina já registrou 12 boletins de ocorrência por agressão e descumprimento de medida protetiva.
 Nas últimas duas semanas, a advogada recebeu mais de 20 notificações de alerta de aproximação do agressor, além de ter tido o botão do pânico acionado na mesma quantidade de vezes
 Temendo pela própria vida, a advogada tenta, com a ajuda de sua defesa, o deferimento da prisão de Gabriel
 As crianças que vivem na casa estão assustadas. De acordo com Carol, a menina de seis anos se desespera sempre que a prima se afasta do botão.
Em entrevista à coluna, Carolina desabafou que ela e sua família não têm mais segurança, mesmo com diversas denúncias feitas e medidas protetivas deferidas
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Em entrevista à coluna, Carolina desabafou que ela e sua família não têm mais segurança, mesmo com diversas denúncias feitas e medidas protetivas deferidas

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Contra Gabriel Bessa, Carolina já registrou 12 boletins de ocorrência por agressão e descumprimento de medida protetiva.
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Contra Gabriel Bessa, Carolina já registrou 12 boletins de ocorrência por agressão e descumprimento de medida protetiva.

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 Nas últimas duas semanas, a advogada recebeu mais de 20 notificações de alerta de aproximação do agressor, além de ter tido o botão do pânico acionado na mesma quantidade de vezes
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Nas últimas duas semanas, a advogada recebeu mais de 20 notificações de alerta de aproximação do agressor, além de ter tido o botão do pânico acionado na mesma quantidade de vezes

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 Temendo pela própria vida, a advogada tenta, com a ajuda de sua defesa, o deferimento da prisão de Gabriel
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Temendo pela própria vida, a advogada tenta, com a ajuda de sua defesa, o deferimento da prisão de Gabriel

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 As crianças que vivem na casa estão assustadas. De acordo com Carol, a menina de seis anos se desespera sempre que a prima se afasta do botão.
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As crianças que vivem na casa estão assustadas. De acordo com Carol, a menina de seis anos se desespera sempre que a prima se afasta do botão.

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Perseguição diária

O relacionamento, que teve início em fevereiro de 2023 e terminou com a última agressão, em setembro de 2025, sempre foi conturbado. O fim, porém, alavancou o cenário enfrentado pela advogada. 

“Começou com xingamento, um empurrão, um beliscão, um tapa, até que as coisas tomaram essa proporção. Saí da casa dele no dia 7 de setembro de 2025, ensanguentada, direto para o Instituto Médico Legal (IML), para fazer exame de corpo de delito e, posteriormente, para a delegacia da mulher”, detalhou.

Desde então, Carolina tem lutado para proteger a si e seus familiares. Morando na companhia da mãe e dos avós de 82 anos, além das primas, de 6 e 12 — que perderam o pai recentemente —, ela tem vivido em fuga.

Mesmo com a denúncia feita e as medidas deferidas, além do uso de tornozeleira eletrônica por parte do suspeito, Carolina não está segura. Nas últimas duas semanas, a advogada recebeu mais de 20 notificações de alerta de aproximação do agressor, além de ter tido o botão do pânico acionado na mesma quantidade de vezes.

“Na minha residência é bem distante da dele e, por diversas vezes, meu botão tocou. Fui à polícia, expliquei que ele não pode sair de casa. Durante a semana, eu vivo um inferno, o meu botão toca todos os dias; agora, no final de semana, eu, com a minha família, indo almoçar para tentar ocupar nossa cabeça após um luto, não posso ter segurança. A resposta deles foi: Fica tranquila. Vamos conversar com ele”, lamentou.

As crianças que vivem na casa estão assustadas. De acordo com Carol, a menina de seis anos se desespera sempre que a prima se afasta do botão.

“Se eu saio do quarto para ir para a sala e fico alguns minutos longe do botão, ela vai desesperada até mim. Está virando uma situação de pânico para mim e para minha família.”

O que diz a defesa?

Em nota à coluna, a defesa de Gabriel Bessa informou que foi surpreendida com as declarações divulgadas acerca do processo, que ainda se encontra em fase de instrução, com audiência marcada para maio de 2026.

“Os fatos narrados na ação em trâmite remontam a setembro de 2025.
Desde então, transcorreram aproximadamente sete meses, sem que tenha havido qualquer episódio concreto de contato voluntário, aproximação indevida ou conduta praticada por Gabriel que evidenciasse violação real das restrições impostas”, escreveu.

Além disso, segundo os advogados, as denúncias de suposto descumprimento de medidas protetivas foram apuradas pelas autoridades competentes e não resultaram em elementos suficientes para a continuidade das investigações.

A defesa afirma ainda que ações como a visualização de conteúdos em redes sociais não configuram contato ou tentativa de comunicação.

“O posterior pedido de desistência dos processos, revogação das medidas protetivas e devolução do botão do pânico, formulado pela própria noticiante, ocorreu após o insucesso das apurações relacionadas aos alegados descumprimentos, bem como após o arquivamento dos procedimentos correspondentes, não podendo esse movimento ser apresentado à opinião pública de forma isolada ou descontextualizada.”

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