
Mirelle PinheiroColunas

PF faz operação contra rede que montou laboratórios para refinar ouro
Segundo relatórios periciais recentes, o dano ambiental causado pela rede criminosa investigada supera R$ 180 milhões
atualizado
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Na manhã desta quinta-feira (9/4), a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação contra um grupo criminoso investigado por praticar, há anos, extração ilegal de ouro na região de Santaluz, na Bahia (BA).
A rede criminosa construiu laboratórios, onde recebiam e refinavam “rejeitos” de moagens executadas por garimpeiros ilegais, por meio de processo químico industrial. Segundo relatórios periciais recentes, o dano ambiental causado pela rede criminosa investigada supera R$ 180 milhões.
A Operação Repasse é um desdobramento das operações “Garça Dourada”, “Serra Dourada” e “Lixiviação”, deflagradas em junho de 2023, abril de 2024 e agosto de 2024, respectivamente.
O objetivo da ação policial era cumprir mandados judiciais decorrentes de investigação relativa à mineração ilegal de ouro, no município de Santaluz.
Modus operandi
Segundo a PF, os criminosos extraíam o ouro do “rejeito” por meio do procedimento da lixiviação, com a utilização de grande quantidade de Cianeto de Sódio.
Os investigadores ressaltam que a utilização ilícita de Cianeto de Potássio ou Cianeto de Sódio, substâncias altamente tóxicas e cuja compra e uso são controlados pelo Ministério do Exército, pode causar grande impacto para a saúde humana e para o meio ambiente local.
Nesta quinta (9), o objetivo foi cumprir dois mandados de busca e apreensão para remover bens identificados, anteriormente sequestrados judicialmente, bem como a apreensão incidental de outros bens.
Os investigados foram indiciados pelos crimes de usurpação de bens da União, associação criminosa, posse de artefatos explosivos, extração ilegal de recursos minerais, uso/armazenamento ilícito de substância tóxica, perigosa e nociva e lavagem de dinheiro. As penas, somadas, podem chegar a 29 anos de reclusão.






