
Milena TeixeiraColunas

O que falta para gigante portuguesa assumir a bilionária obra da Fiol
Secretário do Programa de Parcerias de Investimentos, Marcus Cavalcanti disse à coluna que obra da Fiol pode ter desfecho até o fim de maio
atualizado
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As obras bilionárias da Ferrovia de Integração Oeste-Leste podem ter desfecho três meses após o presidente Lula se reunir com integrantes do governo e representantes da Mota-Engil, multinacional portuguesa de engenharia e gestão de infraestruturas.
Como a coluna mostrou, a empresa, cuja principal acionista é a estatal China Communications Construction Company, informou ao presidente o interesse em dar continuidade ao projeto, mas destacou a necessidade de resolver questões burocráticas.
Para o início dos trabalhos, a companhia portuguesa precisa firmar um termo de compra com a Bamin, atual controladora e responsável pela construção de um dos trechos da Fiol.
À coluna, o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos, Marcus Cavalcanti, afirmou nesta segunda-feira (27/4) que o processo de due diligence está em fase final e deve ser concluído até o fim de maio.
Ainda de acordo com ele, após firmar o termo de compra, a empresa portuguesa vai precisar cuidar dos trâmites junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres.
“Na sexta-feira, sinalizaram que estavam finalizando a fase de due diligence. O cronograma prevê que, no fim de maio, seja feito o “close” e o negócio seja fechado”, declarou o secretário.
A reunião de Lula
Em janeiro, Lula realizou reunião fora da agenda no Palácio do Planalto para tratar da ferrovia.
Participaram do encontro o ex-chefe Casa Civil, Rui Costa; o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA); o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues; e Afonso Florence, ex-chefe da Casa Civil do governo baiano.
Também esteve presente Manuel Antonio, vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Mota-Engil.
Por que a Fiol importa tanto?
Dividida em trechos, a ferrovia já consumiu investimentos de dezenas de bilhões de reais ao longo de mais de uma década.
O trecho 1, que liga Caetité a Ilhéus, na Bahia, teve as obras suspensas pela Bamin, empresa responsável pelo projeto, em março de 2025, quando cerca de 75% da execução já havia sido concluída.
Em setembro do mesmo ano, sem resolver a situação da Fiol 1, o governo publicou o edital para a construção de um novo segmento da ferrovia, a Fiol II, com extensão de 35,75 km.
Concebida para formar um grande corredor de exportação, a Fiol pretende conectar a produção do interior brasileiro a diferentes portos e é um dos principais projetos de infraestrutura do Novo PAC.






