
Ministros buscam AGU após incômodo com ordem do Planalto sobre eleição
Integrantes da Esplanada veem excesso de cautela nas regras do Planalto e buscam orientação da Advocacia-Geral da União

Incomodados com as orientações do Palácio do Planalto sobre o uso das redes sociais e outras restrições impostas durante o período eleitoral, ministros de Lula têm recorrido à Advocacia-Geral da União para ter informaçoes sobre o alcance das regras.
Como a coluna mostrou, integrantes da Esplanada divergem de parte das determinações repassadas pelo Planalto para evitar questionamentos da Justiça Eleitoral.
Uma das dúvidas diz respeito à possibilidade de citar o nome do presidente Lula durante entrevistas.
Outra envolve as restrições à divulgação de atos de governo. Pelas orientações do Planalto, conteúdos relacionados a entregas, anúncios e eventos oficiais devem ser retirados do ar durante o período vedado, enquanto novas publicações sobre essas agendas nos perfis pessoais dos ministros também não são recomendadas.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesSegundo apurou a coluna, equipes de diferentes ministérios têm se reunido com técnicos da AGU em busca de um entendimento uniforme sobre as regras.
O objetivo é garantir segurança jurídica aos ministros e evitar eventual responsabilização por descumprimento da legislação eleitoral.
Excesso de cautela
Nos bastidores, a avaliação de integrantes da Esplanada é que o Planalto — respaldado pela AGU — adotou uma interpretação excessivamente cautelosa das normas eleitorais. Para esses ministros, as orientações acabam restringindo além do necessário a comunicação institucional e a atuação nas redes sociais.
O chamado defeso eleitoral é o período que antecede as eleições em que a legislação impõe limites à publicidade institucional, à comunicação oficial e a determinadas condutas de agentes públicos, com o objetivo de preservar a igualdade de condições entre os candidatos.










