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Mario Sabino

Tarcísio deve esmagar Haddad, mas a direita precisa de senadores de SP

Enquanto Tarcísio deve ser reeleito com folga, as candidatas de Lula ao Senado lideram as pesquisas em São Paulo

07/07/2026 11:49
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Pablo Jabob/Governo do Estado de SP
Governador Tarcísio de Freitas -- Metrópoles

São Paulo vive a seguinte situação eleitoral: enquanto Tarcísio de Freitas (tão paulista como biscoitos Globo) lidera com folga as pesquisas de intenção de voto para governador e pode até ser reeleito no primeiro turno, as candidatas de Lula ao Senado ameaçam derrotar os nomes da direita.

Nas pesquisas, Marina Silva e Simone Tebet (tão paulistas como rabada com tucuri e sopa paraguaia) estão à frente de Ricardo Salles, André do Prado e Guilherme Derrite, os dois últimos apoiados por Tarcísio.

A aposta da direita é que, com o início da campanha eleitoral, quando o eleitor prestará mais atenção à eleição legislativa, o governador alavancará os seus próprios candidatos, e Ricardo Salles, com quem Tarcísio mantém relação de amor e ódio, também ganhará empuxo.

A avaliação é que Marina Silva e Simone Tebet só estão à frente neste momento por terem mais recall. Já foram candidatas a presidente e foram ministras até ontem.

Há um ponto, no entanto, que precisa ser levado em conta: ambas são vistas como moderadas, e essa característica atrai eleitores de um espectro ideológico mais amplo.

A eventual derrota dos seus candidatos ao Senado empanará a vitória de Tarcísio. Mesmo reeleito com ampla margem de votos, ele passará a ideia de que não é hegemônico no próprio estado que governa, um ponto negativo para quem nutre a ambição de ser candidato a presidente em 2030.

O desastre será menor, evidentemente, se ele conseguir fazer ao menos um senador.

No plano nacional, é vital para a direita contar com uma maioria paulista no Senado para que as suas pautas avancem. Entre elas, a do impeachment de ministros do Supremo.

Atualmente, São Paulo tem os senadores Marcos Pontes, o astronauta do PL, Giordano, do Podemos, e Mara Gabrilli, do PSD. Giordano e Gabrilli são os nomes a ser substituídos. Difícil alguém duvidar de que é a representação mais insignificante que São Paulo já teve.