A pior opção para os antipetistas é Flávio; a melhor é Caiado
Quais são as alternativas a Flávio Bolsonaro na disputa contra Lula? Eu só vejo uma séria: Ronaldo Caiado

Quais são as alternativas a Flávio Bolsonaro na disputa contra Lula? Eu só vejo uma séria: Ronaldo Caiado.
Abro parêntese. Em algum momento, na minha pressa de colunista diário, tomei emprestado a luneta de petistas para observar o panorama circunstante e enxerguei alguma consistência em Romeu Zema. Prometo tomar mais cuidado daqui em diante. Fecho parêntese.
Caiado e Gilberto Kassab, vice na sua chapa e cacique do partido que o abrigou, o tangível e ao mesmo tempo etéreo PSD, martelam que são a única opção à reeleição do chefão petista.
“Se Flávio passar ao segundo turno, Lula será reeleito”, dizem a quem quiser ouvir. Nas atuais condições de temperatura e pressão e também nas que se prefiguram, não há como discordar que a pior opção para o antipetismo é o filho de Jair.
A candidatura de Flávio, no entanto, é pedra enorme no primeiro turno. Caiado e Kassab acham que ela está rolando para o brejo. Detectam, inclusive, uma empurrão evangélico nesse sentido.
Segundo afirmam aos seus interlocutores, depois do caso Dark Horse e do rompimento protagonizado por Michelle, boa parte da base evangélica já não acreditaria mais que dá para segurar na mão de Deus e na do filho de Jair.
Se a pedra de Flávio está mesmo rolando para o brejo, a rolagem precisa ganhar velocidade. Caiado e Kassab trabalham para chegar aos 10% das intenções de voto no primeiro turno em meados de agosto, ali pelo início da campanha eleitoral. Acreditam que, a partir daí, a sua chapa engrenará a ascensão. As pesquisas já mostram que, em segundo turno, ela é bastante competitiva.
Dez por cento é o que Renan Santos já tem. Mas Caiado e Kassab acham que o candidato do Missão é fogo de palha. Tendo a concordar.
Como Caiado pretende bater em Flávio? Com cuidado para não perder o voto bolsonarista no caso de ir para o segundo turno.
O candidato do PSD tem dois mandatos exitosos como governador de Goiás e pretende usar o ativo para fazer contraste com a total inexperiência administrativa do filho de Jair.
Logicamente, para diferenciar-se dos seus maiores adversários, Caiado não deixará passar batido junto ao eleitorado que jamais esteve envolvido em mensalão, petrolão, rachadinhas e relações perigosas com Daniel Vorcaro.
Novato no PSD, o candidato do partido ao Palácio do Planalto não contará com o apoio explícito de candidatos do partido e de aliados que farão campanha aberta para Lula e para Flávio. Mas Kassab não vê isso como problema. Diz que as alianças regionais devem ter prioridade e que os seus benefícios superam os eventuais malefícios. É curioso.



