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Mario Sabino

A família Bolsonaro nos condena a mais quatro anos de Lula e PT

Os números da pesquisa Genial/Quaest são inclementes para Flávio: o candidato de Bolsonaro está comendo ainda mais poeira atrás de Lula

15/07/2026 12:19, atualizado 15/07/2026 12:20
Carla Sena/ Arte Metrópoles
Lula x Flávio Bolsonaro, em montagem -- Metrópoles

Flávio Bolsonaro é cabra marcado para perder; será preciso que ocorra uma hecatombe na campanha de Lula para que o filho de Jair reverta o jogo e consiga vencer a eleição presidencial.

A menos de três meses do primeiro turno, os números da pesquisa Genial/Quaest são inclementes para Flávio: o candidato bolsonarista está comendo ainda mais poeira atrás de Lula.

No segundo turno, o chefão petista ampliou a sua vantagem em relação à pesquisa anterior e está 8 pontos percentuais à frente de Flávio (45% a 37% das intenções de voto).

Dado eloquente, na direita não bolsonarista, a intenção de voto no filho de Jair despencou de 82% para 74%.

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Em condições normais, um candidato com taxa de 50% de rejeição, como Lula tem agora, jamais seria eleito. Mas 57% dos eleitores repudiam Flávio, um aumento de 5 pontos percentuais em relação a abril. No mesmo período, o chefão petista viu a sua rejeição encolher os mesmos 5 pontos.

A disputa é sobre quem é alvo de menos repulsa, outra conquista da pujante democracia brasileira.

Tarifas americanas, Dark Horse, Michelle: o filho de Jair vem sendo sucessivamente abalroado pelas suas imensas qualidades, bem como por aquelas da sua família.

Jacques Wagner: prejudica Lula, mas não a ponto de fazer diferença até o momento. Os brasileiros se resignaram à corrupção petista.

Como não poderia deixar de ser, em um país de gente endividada, o programa Desenrola 2.0 deu um empurrão em Lula. De acordo com pesquisa, para 35% dos entrevistados, ajudou a aumentar a renda.

Clássico nacional, ninguém parece se dar conta de que a causa do endividamento é, principalmente, o próprio governo com seus gastos pantagruélicos.

Lula usa e abusa do populismo e da máquina federal para ser reeleito. O dado impressionante é que Jair Bolsonaro, no poder, não tenha conseguido manter-se nele usando receita idêntica. É que uma saraivada de tiros foi disparada no próprio pé.

A estridência bolsonarista, a irresponsabilidade criminosa durante a pandemia, um monte de gente louca falando e fazendo enormidades: como mostra a Genial/Qaest, os eleitores têm mais medo da volta disso tudo do que da permanência de Lula e da sua alcateia no Planalto.

Ao apropriar-se indevidamente da direita brasileira, fazendo terra arrasada de boas opções e contando com a miopia do indistinto público para enxergar aquelas ainda disponíveis, a família Bolsonaro nos condena a ter mais quatro anos de PT.