Manoela Alcântara

PF encontra R$ 1,2 milhão com auditora da Receita e apreende dólares

Operação mira esquema bilionário de contrabando no Porto do Rio e afasta 25 servidores. Dinheiro foi levado à Superintendência da PF

atualizado

metropoles.com

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Divulgação/PF Rio
Imagem colorida,cédulas em reais apreendidos na casa de uma auditora- Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida,cédulas em reais apreendidos na casa de uma auditora- Metrópoles - Foto: Divulgação/PF Rio

Investigadores da Polícia Federal (PF) identificaram que, com três auditores da Receita Federal alvos da Operação Mare Liberum, deflagrada na manhã desta terça-feira (28/4), foram encontrados valores vultosos em dinheiro vivo.

Em um endereço de uma servidora, na Barra da Tijuca, a PF localizou cerca de R$ 1,2 milhão (foto em destaque) e US$ 83 mil (aproximadamente R$ 830 mil), segundo apurou a coluna. Os valores foram contabilizados ao longo da manhã e início da tarde e levados à Superintendência da PF, no centro do Rio.

Com um auditor, em Niterói, a PF apreendeu US$ 200 mil (cerca de R$ 2 milhões). Já com uma terceira servidora, também alvo da operação, foram apreendidos quase US$ 360 mil (aproximadamente R$ 3,6 milhões).

Os servidores foram alvo de busca e apreensão, ocasião em que os agentes recolheram celulares, computadores, pendrives, entre outros itens.

Conforme mostrou a coluna do Metrópoles Mirelle Pinheiro, a operação visa reprimir esquema de facilitação de contrabando e descaminho no Porto do Rio.

Ao todo, 25 servidores da Receita foram alvo de diligências na manhã desta terça-feira: 17 auditores fiscais e oito analistas tributários. Eles foram afastados de suas funções no órgão.

R$ 86,6 bilhões

A PF estima fraudes de cerca de R$ 86,6 bilhões no período de julho de 2021 a março deste ano. Além do Rio, a PF também cumpriu mandados de busca e apreensão no Espírito Santo.

Segundo dados da Receita Federal, quase 17 mil Declarações de Importação (DI) apresentam indícios de irregularidades. As cargas, que deveriam passar por fiscalização rigorosa, eram liberadas mesmo com inconsistências graves entre os produtos declarados e os efetivamente importados.

As investigações começaram em fevereiro de 2022, a partir de apurações internas da Corregedoria da Receita Federal, que identificaram a existência de uma organização criminosa estruturada, composta por servidores públicos, despachantes aduaneiros e empresários. O grupo atuava de forma coordenada para liberar irregularmente mercadorias, com divergências entre os produtos importados e os declarados, e possível supressão de tributos.

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