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Manoela Alcântara

Moraes arquiva investigação contra Hang por atos antidemocráticos

PF confirmou uso de espaço da Havan por manifestantes, mas não encontrou prova de autorização ou ajuda da empresa

12/08/2026 16:19, atualizado 12/08/2026 16:45
Igo Estrela/Metrópoles
Luciano Hang

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou uma investigação contra o empresário Luciano Hang, dono da Havan, por suspeita de apoio a manifestações antidemocráticas e ao bloqueio de uma rodovia após as eleições de 2022.

A decisão foi proferida na última quinta-feira (6/8). De acordo com o ministro, a Polícia Federal (PF) confirmou que manifestantes usaram o espaço de uma loja da Havan às margens da BR-470, em Rio do Sul (SC).

Os investigadores, porém, não encontraram provas de que Hang ou representantes da empresa tenham autorizado a concentração ou prestado apoio ao movimento.

Com isso, Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que também concluiu não haver elementos suficientes para responsabilizar o empresário.

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A investigação tratava de uma manifestação realizada em 3 de novembro de 2022. Na ocasião, apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro (PL) se concentraram nas dependências da loja e bloquearam a rodovia.

Segundo a PF, os manifestantes defendiam intervenção militar, o fechamento do STF, a anulação das eleições presidenciais e a prisão do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Após ouvir o diretor-presidente da empresa, a gerente da unidade e outras pessoas envolvidas, a PF não encontrou provas de que Hang ou representantes da Havan tenham autorizado ou ajudado os manifestantes.

Moraes ressaltou que a investigação poderá ser reaberta caso surjam novas provas. Sem novos elementos, o arquivamento permanece válido.