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Manoela Alcântara

PF pede a Moraes definição sobre armas apreendidas de Bolsonaro

Corporação afirma que cabe ao ministro definir se armamentos serão enviados ao Exército, destruídos ou doados

11/08/2026 18:49, atualizado 11/08/2026 19:22
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Imagem colorida do ex-presidente Jair Bolsonaro concedendo entrevista ao Metrópoles - Metrópoles

A Polícia Federal (PF) pediu que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decida o destino das armas, munições e dos acessórios apreendidos e vinculados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O documento foi apresentado na tarde desta terça-feira (11/8). A corporação afirmou que não pode decidir sozinha se o material será encaminhado ao Exército, destinado à destruição ou doado.

A corporação sustenta que a apreensão dos armamentos decorreu de uma ordem de Moraes, e não de um inquérito conduzido pela PF, razão pela qual cabe ao ministro decidir a destinação dos bens.

Ao todo, 10 armas estão sob custódia da PF, entre elas uma espingarda personalizada com as cores da bandeira do Brasil. O material permanecerá guardado pela corporação até nova decisão de Moraes.

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Veja as armas:

  • Pistola Forjas Taurus, calibre .380 Automatic (permitido);
  • Pistola Forjas Taurus, calibre .40 Smith & Wesson (restrito);
  • Carabina/Fuzil Springfield Armory, calibre 7,62×51 mm (restrito);
  • Espingarda Typhoon, calibre 12 GA (restrito);
  • Espingarda Maestro Arms Company calibre .12;
  • Pistola Arex, calibre 9×19 mm Parabellum (restrito);
  • Pistola SIG-Sauer, calibre 9×19 mm Parabellum (restrito);
  • Espingarda Maestro Arms Company, calibre 12 GA (permitido);
  • Carabina/Fuzil Caracal, calibre 5,56×45 mm;
  • Pistola Caracal, calibre 9×19 mm Parabellum.

Busca e apreensão

Bolsonaro foi alvo de busca e apreensão em 6 de julho, por ordem de Moraes. O objetivo da diligência era localizar armas na casa do ex-presidente após divergências sobre o paradeiro dos armamentos.

A decisão ocorreu após a apreensão de uma arma de Bolsonaro que estava com um agente responsável pela segurança da residência do ex-presidente.

Bolsonaro alegou que o agente deixou a residência com a arma sem sua autorização. Nesse caso, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluiu pelo indiciamento do agente Estácio Leite da Silva Filho.