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Manoela Alcântara

Master: Fachin diz que investigações vão até o fim, "doa a quem doer"

Presidente do STF, Edson Fachin afirmou que "nada ficará debaixo do tapete" em suposta ligação de ministros da Corte com Daniel Vorcaro

10/03/2026 10:03, atualizado 10/03/2026 12:32
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Edson Fachin

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, avisou nos bastidores da Corte que não vai baixar a guarda na investigação que apura a ligação de ministros com o caso do Banco Master.  O magistrado afirmou que pretende analisar o processo até o fim, “doa a quem doer”, para preservar a imagem da própria instituição.

Fachin se reuniu com o relator do caso, ministro André Mendonça, na noite de segunda-feira (9/3), para tratar das menções aos integrantes do STF nos dados extraídos do celular do banqueiro: Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Em encontro com integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e das outras 27 seccionais da entidade, Fachin também indicou que pretende apurar o caso até o fim. Ele disse que “nada será colocado debaixo do tapete” no que se trata da investigação.


Entenda

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  • Alexandre de Moraes — a investigação aponta suposta troca de mensagem entre o magistrado e Daniel Vorcaro em 17 de novembro de 2025, dia em que o banqueiro foi preso pela primeira vez. Também chamou a atenção um contrato da mulher do ministro, Viviane Barci, com o Banco Master, no valor de R$ 129 milhões.
  • Dias Toffoli — família do ministro é sócia da Maridt, companhia que era dona de 33% do resort Tayayá – parte que foi vendida para fundos de investimentos do pastor Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Vorcaro. O magistrado deixou a relatoria do caso no STF dia 12 de fevereiro.

Código de conduta

O presidente do Supremo também voltou a defender a criação do código de conduta, um conjunto de normas que dizem respeito à ética dos magistrados dos tribunais superiores. Fachin pretende fazer apresentação pública do documento.

O código, inclusive, é um dos motivos pelo qual o magistrado se colocou a favor da saída de Toffoli do caso.

O presidente do Supremo tenta conter a crise e restabelecer a confiança da opinião pública em relação à Corte. Na abertura do ano Judiciário, ele fez discurso enfático em defesa de uma “autocorreção” do Supremo, admitindo que o tribunal precisava retornar ao equilíbrio institucional.

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A comissão aponta ainda que Moraes atuou em processos que não deveria e atuou para restringir o alcance das apurações da CPI.
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Toffoli e Moraes
Escritório de Viviane Barci, mulher de Moraes, era contratado do Banco Master
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A comissão aponta ainda que Moraes atuou em processos que não deveria e atuou para restringir o alcance das apurações da CPI.
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A comissão aponta ainda que Moraes atuou em processos que não deveria e atuou para restringir o alcance das apurações da CPI.

Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela
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Valter Campanato/Agência Brasil
Escritório de Viviane Barci, mulher de Moraes, era contratado do Banco Master
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Escritório de Viviane Barci, mulher de Moraes, era contratado do Banco Master

Hugo Barreto/Metrópoles

O tema divide o tribunal. O ministro Alexandre de Moraes disse, em sessão plenária, que a magistratura tem inúmeras restrições legais e negou que juízes julguem processos com vínculos pessoais. Segundo ele, não há uma carreira pública com tantas vedações quanto o magistrado.

Toffoli partilhou do mesmo entendimento e, ao falar contra a criação de um código de conduta no STF, defendeu a participação de magistrados em empresas.

O decano Gilmar Mendes afirmou que não se opõe, mas que também não vê necessidade na criação dessas diretrizes.