Com análise da prisão de Vorcaro, STF julga caso Master pela 1ª vez

Segunda Turma do STF começa a analisar, na próxima sexta-feira (13/3), a prisão de Daniel Vorcaro. Dias Toffoli faz parte do colegiado

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Imagem colorida do STF, com a estátua pichada após atos de 8 de janeiro
1 de 1 Imagem colorida do STF, com a estátua pichada após atos de 8 de janeiro - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia, na sexta-feira (13/3), o julgamento da decisão do ministro André Mendonça, que determinou a prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, na terceira fase da Operação Compliance Zero,  que investiga a venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).

Essa é a primeira vez que a Corte julga um episódio relacionado ao caso. 

O colegiado também é composto por Gilmar Mendes, Luiz Fux, Nunes Marques e Dias Toffoli — que deixou a relatoria após relatórios da Polícia Federal mencionarem o nome dele em dados extraídos do celular do banqueiro.

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Toffoli e André Mendonça
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O caso será analisado no plenário virtual da Corte e ficará disponível para votação até 20 de março. Ainda não há confirmação se Toffoli participará do julgamento. Uma ala dos integrantes do STF defende que o magistrado se declare suspeito a julgar o caso. No entanto, o antigo relator ainda não fez nenhuma sinalização.

Dessa vez, não apenas os crimes financeiros de Vorcaro são investigados, mas também a existência de grupo criminoso estruturado para monitorar e ameaçar adversários empresariais, autoridades, ex-funcionários e jornalistas — que funcionaria como uma “milícia privada” a serviço do banqueiro, segundo a PF.

Ligações

Toffoli deixou a relatoria do caso Banco Master no STF em 12 de fevereiro após a divulgação de que relatórios da Polícia Federal mencionavam seu nome em dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Pouco antes, o magistrado confirmou que é sócio da Maridt. A companhia era dona de 33% do resort Tayayá, que foram vendidos para fundos de investimentos do pastor Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro do dono do Master.

Dias Toffoli teve um embate público com a Polícia Federal durante atuação no caso Master. A sequência de recuos em decisões e acusações de interferência na autonomia da corporação tornaram-se alvo de questionamentos. O então relator criticou a corporação por uma suposta “falta de empenho” no cumprimento de cronogramas e impediu os investigadores de acessarem o material recolhido na operação.

Com a repercussão negativa, o magistrado recuou e deu acesso a quatro peritos da PF escolhidos por ele.  Antes, Toffoli havia determinado que todos os bens e documentos relacionados ao caso do Banco Master apreendidos pela Polícia Federal fossem lacrados e armazenados na sede do Supremo. Com a enxurrada de críticas, ele recuou novamente e decidiu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) ficasse responsável pela custódia do material.


Atuação polêmica

  • A crise se agravou com o relatório da PF sobre as menções ao nome do ministro no celular apreendido e periciado do dono do Master. O material foi entregue em mãos ao presidente da Corte, Edson Fachin, pelo próprio diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues;
  • Toffoli determinou que a PF enviasse o conteúdo de todos os aparelhos eletrônicos e mídias apreendidas;
  • Após o relatório, magistrado se defendeu e disse que a Polícia Federal partia de ilações;
  • Ministro confirmou ser sócio da Maridt;
  • Depois de reunião com os ministros, Toffoli decidiu deixar o caso;
  • André Mendonça foi sorteado como o novo relator.

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